A vacina foi uma grande invenção humana na prevenção e mesmo erradicação total de algumas doenças como a varicela.
Embora as suas origens remontem à China no século X, injetada em animais, teve a sua origem mais notória com Louis Pasteur, em humanos, por volta de 1880.
As vacinas no final do século XIX eram mesmo consideradas uma questão de prestígio nacional, com leis de vacinação obrigatória.
Nos anos 30 do século passado foi inventada e iniciada a vacinação contra a gripe.
Muito eficaz, esta vacina da gripe tem prevenido a morte de milhões de pessoas em todo o mundo. No início de cada inverno todos vão vacinar-se, especialmente os mais idosos e esta doença está praticamente erradicada da face da Terra. O vírus está sempre a mudar mas os cientistas são muito inteligentes e conseguem uma vacina nova todos os anos. Quando não conseguem, pedem a todas as pessoas que usem máscaras, luvas e álcool gel. Ao fim de quase 100 anos tinha que ser assim, a ciência humana é mesmo poderosa. É graças a ela que podemos ter hoje medicamentos, cirurgias e vacinas e usufruir de uma vida saudável.
Se leu isto tudo até aqui é porque é uma pessoa que gosta de ler.
No entanto, nunca se esqueça que nem tudo o que se escreve é totalmente verdadeiro. Nem mesmo este texto. Mas, pelo menos, espero que mereça uma profunda reflexão.
Pelo que podemos constatar, a ciência médica está longe de perceber muita coisa, nomeadamente os vírus. Só em 1939, com o microscópio eletrónico, conseguiu observar os primeiros vírus. Mas não tem a humildade de o reconhecer. Por isso todo este arraial de obrigar ao uso de máscara, porque alguma coisa tem que ser feita. Para mostrar que se está no controlo da coisa. Porque o vírus está no ar, em todo o lado.
A vacina da gripe é quase uma farsa! A sua eficácia é altamente controversa e questionável.
Há quase 100 anos que há uma vacina para a gripe e os números de infetados e de mortes não diminuem.
Muita gente adoece depois de tomar vacinas. Algumas morrem mesmo.
Os seus efeitos secundários podem não compensar o ligeiro efeito de imunização para algumas classes de risco. Mas todo este tipo de estudos é sempre feito em segredo e debaixo de um risco enorme de perseguição e destruição de credibilidade.
Pois é...
A gripe sazonal infeta milhões e mata, todos os anos, mais de 600.000 pessoas em todo o mundo. Com vacina já inventada, testada e aprovada desde 1930.
Em Portugal vacinam-se mais de meio milhão de pessoas e, mesmo assim, morrem mais de 3000 pessoas, nalguns anos, o dobro das que morreram com o Covid-19 até agora, que ainda não tem vacina.
Em 2020 dizem que a vacina da gripe é já para 4 tipos de vírus e mais uma data de componentes de hipotética melhoria de eficácia e eventualmente outros efeitos secundários. Há estudos que apontam que esta vacina aumenta mesmo o risco de infeção com outros vírus. E há reputados médicos a denunciar a investigação apressada de uma vacina com tecnologia de manipulação genética humana, para prevenir a Covid-19, sem os cuidados científicos habituais em todos os medicamentos, nomeadamente os efeitos secundários.
Diz a wikipedia que "Quando um trabalhador vacinado contrai gripe, regressa ao trabalho em média um dia mais cedo". Dizem os anciãos na minha terra que uma gripe demora 30 dias a curar e, se tomar algum medicamento, demora 29. Digamos que estamos a falar de uma eficácia na ordem de 1/30 ou seja de 3,3%.
A gripe é pois uma doença contagiosa que se cura espontaneamente. É o sistema imunitário que cura a gripe. Por isso, a melhor vacina é manter saudável o sistema imunitário. E, claro, o habitual distanciamento de pessoas doentes. É simples. E só depende de si.
Comer, beber, respirar e pensar todo o tipo de coisas tóxicas, degrada o sistema imunitário.
Muitos medicamentos (uma bênção da ciência que devemos agradecer) são também outra das principais fontes de agressão ao nosso sistema imunitário.
É incrível, inconcebível e imoral que sejam os mesmos que produzem os medicamentos a desenvolver as vacinas.
E mais imoral e corrupto é que, as instituições públicas idóneas, tipo OMS e DGS, sejam levadas pelo marketing dessas indústrias que, em nome da saúde, continuam a matar milhões todos os dias, a nunca falarem dos poderes do sistema imunitário e a obrigarem as pessoas a vacinarem-se.
Foi o sistema imunitário que fez a raça humana sobreviver nos últimos milhões de anos sem vacinas.
Sabia que hoje a 3ª maior causa de morte nos Estados Unidos é por doença iatrogénica? (provocada por tratamento médico).
Os idosos são uma população de risco. Sim, mas será por causa da idade? Não será mais por causa da enormidade de medicamentos que tomam todos os dias?
Além da gripe (na categoria das doenças respiratórias) há muitas outras enfermidades que podem provocar a morte. Esta a lista das principais causas de morte no mundo:
1ª) Cardiopatia isquémica
2ª) Acidente vascular cerebral (AVC)
3ª) Doença pulmonar obstrutiva crónica
4ª) Infecções das vias respiratórias inferiores (inclui a gripe)
5ª) Alzheimer e outras demências
6ª) Câncer de pulmão, traqueia e brônquios
7ª) Diabetes mellitus
8ª) Acidentes de trânsito
9ª) Doenças diarreicas
10ª) Tubeculose
E esta a lista dos vírus mais mortais da história, que têm desafiado a imunidade natural humana:
1º) Marburg
2º) Ébola
3º) Raiva
4º) VIH/Sida
5º) Varíola
6º) Hantavírus
7º) Gripe
8º) Dengue
9º) Rotavírus
10º) SARS-CoV
Está vacinado e protegido contra todas estas ameaças?
A verdadeira sabedoria vem muito mais do silêncio do nosso interior, do que da maioria das coisas que ouvimos, vemos e lemos.
Faça um pequeno silêncio. Respire fundo. Pare e pense um pouco.
O que sente?
Consegue sentir que Deus pode ser um poeta? E que a sua engenharia genética ainda está muito longe da compreensão dos homens?
E que podemos viver sem medo, em paz, mesmo sem vacinas para todos os tipos de vírus?
sábado, 25 de julho de 2020
segunda-feira, 23 de março de 2020
PandeMarketing
A paranóia do medo chegou de repente a quase toda a população da Terra! Como foi possível? Será apenas um vírus biológico ou também um vírus mental?
É surpreendente ver um planeta a ser sugado de 160.000
litros de petróleo das suas entranhas a cada segundo, a ter 20.000 aviões no ar a cada momento, a consumir 1700 milhões
de latas de Coca Cola por dia, onde um jogador de futebol ganha mais de 30 milhões de euros por ano, onde pára tudo por causa de um campeonato do
mundo de futebol, da apresentação de um novo modelo de telemóvel 5G ou do
lançamento para o espaço de um automóvel elétrico. E achar tudo isto normal.
Por repetição emocional todos somos programados a cada
momento a aceitar todo o tipo de coisas mundanas como normais e até agradáveis.
É também com incredulidade que constato que ainda morrem 25.000 pessoas à fome cada dia que passa (mais de 3 milhões desde o início de 2020) e outras
tantas por excesso de peso. Bem como mais de 600 mil pessoas que morrem por ano com gripe sazonal. E ninguém fala deste assunto.
Podia enumerar um conjunto infindável de futilidades que nos
têm vindo a ocupar a maior parte do nosso tempo nas últimas décadas graças a essa
maravilhosa e poderosa ciência moderna: o Marketing! Faz com que nos
endividemos por décadas com coisas que não precisamos, que maus produtos sejam líderes
de mercado e que alguns dos piores políticos ganhem eleições.
Podia enumerar também uma enorme quantidade de doenças que
matam milhões de pessoas todos os anos, como a SIDA que mata mais de 3.000
pessoas todos os dias (ver lista abaixo) e de barbaridades cometidas diariamente, em todo o mundo,
sem qualquer preocupação do comum dos mortais.
E eis que, de repente, a humanidade tropeça nessa poderosa
arma de manipulação de comportamentos humanos, uma verdadeira ditadura dos
tempos modernos aparentemente guiados por ideais de liberdade e democracia. O marketing.
O marketing vira-se viral e violentamente contra a raça
humana. A emoção do medo apodera-se de todos os meios de comunicação, da Organização
Mundial de Saúde, da classe médica, dos governantes, dos empresários, enfim de
toda a população mundial.
E o planeta para, em menos de 1 mês! Por causa de um simples
vírus, entre os milhares de espécies já identificados, muitos deles a viverem
dentro de nós como o herpes. Ou, melhor, por causa do medo do que um vírus ainda
desconhecido poderá vir a fazer.
24 horas por dia em todos os meios de comunicação não se
fala de outra coisa. Em casa, no trabalho, na internet, em todo o lado, só há
um tema: O Coronavírus!
Não estou a dizer que o assunto não é grave. É gravíssimo.
Mas, comparado com milhares de outros temas do planeta e da humanidade parece-me
uma coisa com relativa importância. Isto não é apenas uma pandemia, é também um pandemarketing! O tempo o dirá.
“Os vírus representam a maior diversidade biológica do
planeta, sendo mais diversos que bactérias, plantas, fungos e animais juntos.
Quase 200 mil tipos diferentes de vírus se espalham nos oceanos do mundo, de
acordo com um estudo.” In Wikipedia
"Mais de metade do corpo humano é composto por bactérias, vírus e fungos" - In JN
"Na água do mar os vírus marinhos aparecem na ordem dos dez mil milhões por litro" - In Mar sem fim.
"Mais de metade do corpo humano é composto por bactérias, vírus e fungos" - In JN
"Na água do mar os vírus marinhos aparecem na ordem dos dez mil milhões por litro" - In Mar sem fim.
Claro que vivemos rodeados de vírus todos os dias em todos
os locais de uma forma quase sempre pacífica e não nos acontece nada a maior
parte do tempo.
Mas, hoje, cada pessoa que morre no mundo com o Coronavírus
tem destaque de abertura em qualquer noticiário! Os outros 150.000 que morrem
todos os dias continuam a ser completamente ignorados. Isto é de uma
irracionalidade muito superior à das 1700 milhões de latas de Coca Cola consumidas
por dia ou aos ordenados milionários dos jogadores de futebol.
Há uma solução: Desligar a TV e pensar um pouco nisto.
Somos todos seres programáveis pelo marketing e publicidade, mas todos temos o
poder de observar os nossos programas. E, com alguma determinação, fugir das
repetições emocionais que nos programam os nossos comportamentos.
Claro que é prudente ficar em casa e seguir as normas de
higiene recomendadas pelas autoridades. O vírus ainda não está bem estudado. Mas
nada de paranóias, ok?
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Mortes este ano, desde 1 janeiro, no mundo:
110.085 de gripe normal
1.726.688 crianças abaixo dos 5 anos
70.928 mães no parto
381,126 sida
1.865.218 cancro
222.046 malária
1.135.104 vítimas do tabaco
587.383 causadas por álcool
243.259 suicídios
283.561 acidentes de viação
2.449.520 de fome
1.726.688 crianças abaixo dos 5 anos
70.928 mães no parto
381,126 sida
1.865.218 cancro
222.046 malária
1.135.104 vítimas do tabaco
587.383 causadas por álcool
243.259 suicídios
283.561 acidentes de viação
2.449.520 de fome
14.716 Covid-19 (total desde dez 2019)
Sources and info: https://www.worldometers.info/ a 23 de março de 2020
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Para tentar sossegar algumas mentes em pânico aqui vão
algumas perguntas que gostava de ter resposta:
- Um vírus chega a ser 1000 vezes mais pequeno que uma célula. Como é possível um ataque? Não será mais um processo de sedução e permissão mútua?
- Os idosos são mais afetados por causa da idade? Ou por causa das defesas do organismo? E dos inúmeros medicamentos que tomam?
- Não será tão ou mais importante apostar no reforço do sistema imunitário do que em desinfetantes e máscaras? Porque ninguém fala disso 24 horas por dia?
- No ar e nos objetos há milhões de vírus. Não é um só, como aparentemente nos vendem. Quantos afinal são precisos para adoecer uma pessoa normal? 100? 1000? 1 milhão? E quantas vezes ao dia?
- As pessoas normais sempre viajaram em aviões fechados, a respirar o mesmo ar das outras 300 pessoas a bordo, com doenças diversas, durante mais de 10 horas, e não adoeciam. Porquê?
- Uma pessoa infetada contacta com 10 pessoas, mas só duas ficam infetadas. As outras 8 não ficam, porquê?
- Como é que mais de 90% das pessoas contaminadas sobrevivem? A maioria sem sintomas graves.
- Só quando se ultrapassar o número de 3000 mortes em Portugal (hoje 23) e 100.000 (hoje 16.000) no mundo é que podemos dizer que esta estirpe foi uma gripe mais grave? Ou não?
- Na gripe normal que mata 3000 pessoas por ano em Portugal e tem uma mortalidade de 0,05% quer dizer que 6 milhões de portugueses são infetados todos os anos? E desses quantos estavam vacinados? E se não estivessem?
- E isso acontece também de uma forma exponencial ao longo dos meses de inverno? Onde estão esses dados para compararmos?
- Quantas pessoas já morreram de gripe sazonal este ano? Quais as idades mais afetadas?
- Os números são para adicionar ao Covid-19 e teremos uns 6000 no total, ou quem morre de uma já não morre da outra?
- De quem tem que recorrer a um ventilador qual a percentagem de sobreviventes? Ou, perguntando de outra maneira, o ventilador é uma terapia ou um cuidado paliativo?
- Afinal as diferenças bruscas de temperatura (que debilitam o sistema imunitário e ninguém fala) também contribuem para apanhar o Coronavírus? E o stress? E a poluição? E a alimentação? E o tabaco? E as discussões e humilhações? E o medo? Ou aqui neste caso basta usar mascara e lavar as mãos?
- Com tanto cuidado com a higiene anti-viral e afastamento social será que este ano vamos ter muito menos doentes de doenças contagiosas no mundo? E as doenças mentais provocadas pelo isolamento forçado vão aumentar?
- E teremos um ambiente menos poluído e sustentável?
- E uma economia mais pobre, mas mais amiga das pessoas e do planeta?
- Ou tudo volta de novo à mesma roda que tínhamos antes, até vir outra pandemia para voltar a desacelerar o mundo?
- Será tudo isto obra do acaso, de mentes humanas doentes ou… haverá uma inteligência mais inteligente do que os homens? E que é também um poeta!?
sábado, 3 de novembro de 2018
Padre Zé Saúde
O padre Zé Saúde tinha vindo de Timor Leste onde passara grande parte da sua vida. Veio para Portugal para passar os últimos dias, num seminário em que tinha todas as condições.Habituado a tratar-se com ervas e mesinhas naturais quase sempre se recusava a ir ao médico.
No entanto, algumas vezes o diretor obrigava-o a ir mesmo a uma consulta e ele, claro, com todo o respeito obedecia.
Depois da consulta vinha como uma série de receitas que mandava aviar na farmácia próxima.
Quando recebia o saco com os medicamentos colocava-os no lixo. O colega que vivia com ele, indignado, perguntava:
- Padre Zé, porque é que deita os medicamentos no lixo? Se foi ao médico e depois à farmácia, porque é que agora não toma os remédios?
- É simples - respondia ele - O médico precisa de viver, por isso fui à consulta. O farmacêutico também, por isso comprei os medicamentos. Mas... eu também preciso de viver!
domingo, 20 de agosto de 2017
Eclipse do Sol e os mistérios da Lua
O eclipse do Sol acontece porque a Lua na sua trajetória elítica passa em frente à nossa estrela. É um eclipse total nos locais da Terra que ficam no cone de sombra. E nesse caso a Lua tapa o astro rei quase sempre com uma precisão como se tivesse sido colocada no local exacto entre a Terra e o Sol.
A Lua já confunde os espíritos mais científicos ao ter sempre a mesma face voltada para a Terra. O seu movimento elítico de translação está perfeitamente sincronizado com o seu movimento de rotação e por isso desde há milhares de anos, nunca vimos o lado oculto da Lua. Só nas viagens Apollo e com o lançamento de alguns satélites artificiais o homem conseguiu fotografar esse lado. E o mistério continua. Tanto com as imagens que vão sendo conhecidas como com a posição da sua órbita que faz um eclipse total do Sol tão perfeito.
Um universo que hoje supomos resultou de uma explosão, o Big Bang, e criou aleatoriamente todas as galáxias, estrelas e sistemas planetários não pode ter colocado a Lua onde ela está. Não pode ter criado uma constante de plank, uma velocidade da luz e uma lei da gravidade tão perfeita.
Há uma engenharia que surge no estudo da criação que nos leva a crer que vivemos num universo simulado.
E com tanta beleza que Deus, além de engenheiro, só pode ser um poeta.
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Mais informação sobre os mistérios da Lua: https://youtu.be/2QnscxozhZ0
quinta-feira, 14 de julho de 2016
O poder do observador
A consciência é um erro de software no comportamento robótico humano. Bem treinada, a mente consegue observar os seus pensamentos, emoções e sentidos físicos, tomando consciência das suas sucessivas repetições comportamentais. Estando um pouco acima do comportamento animal, o homem é capaz de observar-se e perguntar-se: Quem é este que pensa, sente e emociona-se? Quase sempre com as mesmas situações.
Longe de conseguir controlar todos os seus pensamentos, emoções e instintos, o homem é no entanto capaz de dissociar-se deles com algum distanciamento. Esse é talvez o seu maior poder. A consciência do ser (essência) e do ter (corpo-mente).
O animal vive o momento presente e reage roboticamente em função dos vários estímulos externos e dos programas (software, instinto) instalados na sua genética. O homem também consegue treinar a sua atenção plena (mindfulness) para acalmar o stress do passado ou do futuro e "animalizar-se". Mas mais poderoso é sempre o poder de observação de todas essas coisas sem se identificar com elas.
A física quântica dá uma explicação sobre a questão da influência do observador no resultado de uma experiência, dizendo que esse resultado depende da forma como se observa. Olhando de uma dada maneira, uma partícula atómica não é bem uma partícula mas sim uma onda. E tudo e todos somos feitos dessas partículas apesar de ser muito subtil o efeito que tem em nós esta lei da nova física.
A meditação, o silêncio e algumas músicas são, provavelmente, as melhores ferramentas para se alcançar esse estado de observador neutro dos dramas que se desenrolam à nossa volta no dia a dia.
Mas é preciso ter a consciência leve para que essas práticas produzam efeito. Por isso deve começar-se pelo perdão. A si e aos outros. Pela mudança de percepção sobre muitas coisas que lhe tentaram impingir como pecados.
Retire a culpa do seu coração e desfrute desse bem humano supremo que é o poder de observação.
domingo, 26 de junho de 2016
Viciados em sapatos

O homem é o único animal na natureza que usa sapatos. Porquê? Se todos os animais têm as calosidades naturais que lhes permitem andar por cima de tudo sem qualquer problema, sejam pedras, terra, picos, urtigas, relva ou mato, porque é que o homem precisa de usar sapatos?
Provavelmente porque alguém um dia se aleijou num pé e, com medo de voltar a aleijar-se, resolveu criar uns sapatos. Até aqui tudo bem. O problema é a crença de que o homem precisa SEMPRE de sapatos para sobreviver na natureza. A partir daí toda a gente usa sapatos, os pés ficam mais frágeis e a crença torna-se mesmo verdade. Mais do que uma crença tornou-se um vício esquizofrénico com requintes tais que é obrigatório o seu uso e quanto melhores e mais bonitos forem, mais importante será o seu dono ou dona.
Imagine que decide deixar de usar sapatos e começar a criar as calosidades necessárias para deixar esta dependência secular da raça humana. Claro que iria ser considerado um marginal, talvez um pobre mendigo ou, pior ainda, um louco perigoso.
O corpo humano que é perfeito, tem uma forma de sobreviver na natureza sem sapatos. Mesmo depois de tantos séculos viciados em sapatos, todos nós ainda conseguimos criar uma sola natural se, durante alguns meses ou anos, formos treinando os nossos pés para pisarem todo o tipo de coisas que os sapatos também pisam. E muito melhor, sem ter que comprar, calçar e descalçar sapatos todos os dias, sem apertos nem bolhas nos pés.
Mas, acha que conseguia?
Mas, acha que conseguia?
Pode desculpar-se com os seus amigos e familiares que não o deixam andar descalço ou que, calçado, se sente mais belo e feliz. Pode dizer que a culpa é da poderosa indústria dos sapatos com os seus lobbies. Pode até começar o processo mas, a meio, aleija-se numa pedra afiada e começa a pensar que não vale a pena. Que os outros é que têm razão, pois todos precisamos de sapatos para viver. Algumas vezes sentir-se-á eufórico pois já consegue fazer 10 quilómetros sem sapatos mas, um dia, não o deixam entrar num restaurante ou no emprego, perde a fé e volta a calçar-se. Até pode chegar a culpar-se que, por andar descalço, fere a sensibilidade das outras pessoas.
Consegue aceitar a responsabilidade de que este assunto de conseguir uns pés descalços, resistentes a tudo, é exclusivamente seu? Consegue entender que os outros, as crenças ou artefactos exteriores, podem prejudicar o seu corpo e torná-lo mais frágil. Que este problema não é do seu corpo mas dos seus hábitos de vida?
Perder o vício dos sapatos é uma tarefa árdua e penosa. Não sei se vale a pena o esforço. Mas, por favor, não diga que o seu corpo perfeito, criado por um Deus poeta, é que tem a culpa das debilidades a que você o habitua.
Se não fizer exercício durante muito tempo e depois começar a usar bengala não diga que é velhice. Se usar óculos cada vez mais graduados não diga que tem a vista cansada. Se comer em demasia não se queixe que está gordo. Se tomar medicamentos por tudo e por nada não diga que é uma pessoa doente. Se fumar não diga que a culpa é do stress. Acreditamos em muitas histórias que não fazem sentido apenas para alimentarmos os nossos vícios. Esta dos sapatos é apenas uma delas, para tomarmos consciência do poder que temos se quisermos mesmo mudar a nossa vida, para algo que sentimos ser melhor para nós.
sexta-feira, 17 de junho de 2016
Teres Humanos
Num planeta perdido algures no espaço, no meio de 100 mil milhões de galáxias, habitam uns seres que acreditam ser aquilo que têm. São os chamados Teres Humanos.
Por isso se referem a quase tudo o que os rodeia como
"meu". O meu país, a minha casa, a minha família, o meu dinheiro, o
meu carro, o meu telemóvel, o meu emprego e até dizem o meu corpo, o meu filho
ou o meu curso. Para tal criaram uma infinidade de entidades que certificam a
sua crença profunda: Notários, registos, bancos, governos, empresas de telecomunicações
e outras. Como vivem numa dimensão relativa comparam-se uns com os outros e
admiram-se, veneram-se ou repudiam-se e invejam-se pelo que uns e outros têm.
Um ter humano é mais importante que outro pelo país em que nasceu, o curso que
tirou, o corpo que tem, o cargo que ocupa no emprego ou os terrenos,
casas, dinheiro que estão registados em seu nome.
São poucos os Teres Humanos que sabem quem são. Alguns mais despertos já sabem
que não são nada e são tudo, porque a sua existência nada mais é que uma
partícula divina que, algures no tempo e espaço, decidiu ter uma experiência
dual. Talvez por curiosidade ou ignorância resolveu separar-se da fonte mas o
seu poder continua infinito e tudo e todos à sua volta são afetados pelo seu
ser.
No entanto a experiência na matéria e a sensação de separação parece tão real
que ele começa cedo a acreditar que a posse de coisas externas ou títulos é
eterna e dá felicidade. Não é e não traz. Felicidade é a consciência do ser
como algo eterno e não dual, perfeito, infinito, imutável e luminoso. Amor,
Deus, Infinito invisível ou Ser Superior podem ser algumas das palavras que
mais se aproximam desse conceito.
Um Ter Humano focado totalmente na existência material, terá uma ideia da
vida como um carrossel entre prazer e sofrimento, conforme aquilo que
possui e em que se viciou mental e emocionalmente: Coisas, pessoas ou hábitos.
Mas um Ter Humano com uma consciência espiritual do ser, relativizará tudo o
que acontece no espaço-tempo pois ele sabe que não é daqui. Está apenas de
passagem. A marca que aqui deixar, especialmente a que se aproxima mais daquilo
que normalmente se chama arte, filosofia ou expressão genuína do ser, também é
eterna. Sem medos pois todas as coisas físicas perecerão, tanto os anéis como
os dedos.
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