domingo, 25 de julho de 2021

Sumol de laranja não é sumo de laranja

Bebi Sumol de laranja durante muitos anos. E gostei. Mas depois de perceber que só 10% deste fantástico refrigerante é que é laranja e que o resto não é muito aconselhado para a saúde, especialmente na minha idade, deixei de beber.

O "l" a seguir ao Sumo perde-se na leitura do rótulo, a palavra "original" por cima ainda confunde mais. E somos levados a acreditar que estamos a beber sumo de laranja a sério. Além disso, por repetição audiovisual em todo o tipo de meios de propaganda o nosso cérebro acredita mesmo que é sumo. A programação do nosso subconsciente não é controlada por nós, sobretudo quando vivemos em piloto automático a maior parte do tempo (diz a ciência que é cerca de 90%).

É assim que funciona o marketing. Por efeito estatístico, mesmo que alguns resistam, uma grande percentagem vai consumir um produto ou acreditar nalguma coisa que seja repetida dias a fio em todos os locais para onde viramos a nossa atenção. TV, rádio, jornais, internet,... E muito do que se repete é verdadeiro mas muito outro conteúdo tem pouco ou nada de verdade.

Há quem me diga: "Oh! Mas isso é publicidade, as pessoas sabem que não estão a beber sumo de laranja!". Eu digo: Não! Não sabem mesmo! Se soubessem mesmo não bebiam.

Água e dióxido de carbono, açúcar, reguladores de acidez: ácido cítrico, ácido málico e citrato de sódio, aroma, Estabilizador: Goma arábica, antioxidante: ácido ascórbico e edulcorante: sucralose, e, vá lá, 10% sumo e polpa de laranja proveniente de concentrado

Este efeito pernicioso do marketing levou-nos a acreditar nos últimos tempos em coisas que me parecem não fazer muito sentido, algumas que nem acreditávamos anteriormente. E são poucos os que as questionam. Aliás algumas crenças ficam tão profundamente enraizadas que uma parte da sociedade se junta para apedrejar quem ousa levantar alguma dúvida. Espero que não seja o meu caso.

Novo

Os Coronavírus são conhecidos desde 1960. Sabe-se que o vírus SARS-Cov-2 é um variante do SARS que por sua vez teve origem no morcego em 1986 e foi identificado em 2002. O Cov-2 está identificado oficialmente pelo menos desde finais de 2019 embora haja quem diz ter provas de que este vírus é conhecido há mais de 20 anos (a história julgará se isto é verdade). Porquê repetir a palavra "novo" ainda todos os dias? Qual o efeito que isso tem no subconsciente humano? E no negócio da saúde?

Variante

Esta família dos virus respiratórios é mutante. Sempre foi. Por isso a baixa eficácia das vacinas que já existem desde meados do século passado. Chamar variante a uma coisa que varia por natureza tem também um efeito específico em nós: Medo. Mas variante não é sumo, é sumol.

Caso

Todos os dias há mais de um ano, ouvimos esta palavra exaustiva e repetidamente. E associamos a doente. Mas um "caso" não é um doente. É um suspeito. E quantos mais testes se fizerem mais suspeitos surgirão. Como valor absoluto não tem qualquer sentido, Apenas como valor relativo, associado ao número de testes, certo? E associado também à eficácia dos mesmos. Além disso se a fiabilidade do teste de gravidez fosse igual à do teste RT-PCR ainda o Cristiano Ronaldo, um dias destes, era anunciado como estando grávido. Por isso "caso" não é sumo de laranja, é sumol.

Vacina

A ideia de reforçar o nosso sistema imunitário artificialmente é uma ideia fantástica que tem sido muito importante para a saúde pública mundial. Mas o sistema imunitário já pode ser forte por natureza, já pode reconhecer e atacar como impróprios certos patogénicos ou, por contágio ligeiro adquirir essas forças. Para toda a vida. A imunidade de grupo foi assim que sempre funcionou.

Uma coisa que se toma ou injecta mas que apenas torna a pessoa mais forte e menos doente em caso de infeção chama-se xarope, certo? Um "vacina" que se tem que se tomar todos os anos e que não cria imunidade para toda a vida não parece sumo. Parece sumol.



Pandemia

Em seis meses, com a gripe espanhola, 25 milhões de pessoas estavam mortas (algumas estimativas apontam que esse número seja duas vezes maior). A epidemia desapareceu por mistério ao fim de 18 meses. A população mundial que era na altura de aproximadamente 2 mil milhões, estagnou um pouco.

O Covid-19 dizem que matou 4 milhões desde o início (cerca de 18 meses) dos 100 milhões que morreram no mesmo período e dos quase 8 mil milhões que habitam connosco esta esfera. Na China, um país com 1400 milhões de habitantes, dizem que matou 4.636 pessoas e, mesmo na Índia com uma população idêntica, registaram 419.021 óbitos. A população mundial, com mais ou menos confinamentos, aumentou o habitual anual, cerca de 80 milhões de pessoas a mais. O que é esta pandemia afinal? Sumol ou sumo?

Sustentabilidade planetária, económica e social

Todas estas palavras acima mencionadas que têm vindo a ser repetidas exaustivamente nos últimos tempos, não parecem ter muito sentido lógico quando se pensa nelas em profundidade. 

Podem, no entanto, ter um sentido nobre numa campanha gigante de marketing desenhada para resolver um problema de insustentabilidade planetária, de insustentabilidade dos seguros de vida e dos apoios sociais governamentais, para travar a destruição exponencial de recursos e até para travar o crescimento da economia e da população ou, qiuem sabe, atenuar os eventos extremos climáticos.


Talvez tenha sido o melhor método que se encontrou para, de uma forma dissimulada, tentar resolver um grave problema que se suspeita possa por em causa a sobrevivência da espécie humana. Pelo menos de alguns. Será?

Mas, mesmo assim, podia ser feita noutro sentido, de outra maneira. Promovendo o sumo de laranja verdadeiro. E não desta forma enviezada de promoção de coisas que só parecem ser 10% verdadeiras. Será que assim é mais lucrativo (para alguns)?

O marketing é realmente espetacular quando é usado para fins nobres. Mas, quando é usado para o mal pode ser mesmo muito demoníaco.

Dizem que os dados retratam a verdade e que devemos seguir a ciência. Mas neste caso e em muitos outros o marketing devora os dados e a ciência ao pequeno almoço. Mesmo depois de sabermos que um sumo é apenas 10% ou que o tabaco mata, continuamos roboticamente a consumir. Quando alguém fica convencido de uma coisa rejeita de imediato tudo o que lhe possa trazer insegurança.

Talvez porque não acredita em Deus. Nem na sua poesia.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

NOVO, CASOS e PANDEMIA

Três palavras mudaram a civilização democrática mundial. Repetidas imensas vezes ao longo do dia, durante muitos meses, em todos os meios de comunicação, estas palavras poderosas arrastaram a sociedade civil e quase todos os governos democráticos para medidas ditatoriais há muito esquecidas. Repressão sobre a liberdade de expressão, liberdade de movimentos, restrições de venda de alguns produtos e serviços essenciais, levando muitas famílias e negócios à miséria, e à ineficiência perigosa de alguns serviços de saúde. A imposição de confinamentos e distanciamento social durantes muitos meses tal como a obrigatoriedade do uso de máscara em todos os locais, incluindo na rua ao ar puro, provocaram danos, alguns irreparáveis, no domínio da saúde mental e das vias respiratórias, em várias faixas etárias da população, especialmente nas crianças e idosos.

Mesmo nesta situação aparentemente catastrófica algumas coisas ficaram melhores e alguns negócios melhoraram significativamente. Com a redução significativa das viagens, sobretudo as aéreas, o ambiente e o clima respiraram um pouco de alívio. E com muita gente fechada em casa o negócio das entregas de mercadorias explodiu. Outros negócios como o dos supermercados, das telecomunicações, dos computadores, webcams e microfones, do software, das vendas online, das máscaras e dos medicamentos, sobretudo das vacinas e testes, também prosperaram  como nunca.

Vamos conhecer melhor cada uma dessas palavras mágicas que parecem ter saído de um qualquer compêndio demoníaco de marketing. A repetição constante de uma qualquer ideia, mesmo que seja mentira, transforma-se em verdade social.

NOVO

Um vírus sazonal que é identificado em dezembro, que é de uma dada família já conhecida há décadas, a família corona, a mesma da gripe, e que em março do ano seguinte já tem centenas de variantes e tem um taxa de letalidade equivalente aos seus familiares, poderá ser ainda chamado de NOVO? Hoje, com estudos que apontam que este vírus já circulava no ambiente há mais de dois anos, sabendo que conta com mais de 4000 variantes conhecidas e que se tornará endémico com o tempo, com ou sem vacina, porque ainda se utiliza a palavra NOVO quando se fala dele? Esta palavra tem um efeito atormentador. Será por acaso a insistência contínua no uso desta palavra em toda a comunicação pública e social? 

Outra consequência perversa desta palavra é a imagem de que se trata de um vírus fixo. E não é verdade. Os vírus desta família são mutantes por natureza. Ou seja, é continuamente novo. Pois está sempre a mudar. Por isso as vacinas (que já existem desde 1932) nunca foram eficazes e estão sempre a mudar. Não existe uma vacina fixa para um vírus que está sempre a mudar. Será que a ideia é criar, não uma vacina, mas um processo de vacinação constante? Quando apareceram os antivírus para os computadores a ideia inicial era vender um pacote de software mas depois o negócio evoluiu para uma renda, uma prestação constante, um negócio permanente. NOVO vírus, sempre novo, quererá dizer NOVA vacina sempre nova? Para o resto da vida? De toda a população da Terra?

CASOS

O que é um CASO? Já se questionou? O teste RT-PCR foi inventado como uma forma estatística de avaliar a presença e evolução de um dado vírus numa sociedade. E com isso tomar medidas preventivas para evitar o colapso dos serviços de emergência hospitalar. Se fizermos 1000 testes e encontrarmos 100 positivos isso quer dizer que cerca de 10% da população estrará infetada. Isto não quer dizer que esteja doente. E também não quer dizer que apenas as 100 pessoas que testaram positivo devem ser isoladas do resto do mundo como se de leprosos se tratassem.

Quem sabe um pouco de estatística e matemática percebe facilmente que se fizermos 10 mil testes em vez de mil, certamente teremos 1000 casos positivos, ou seja os mesmos 10%. Se fizerem 20 mil testes irão detetar 2 mil casos e por aí adiante. O número de casos positivos está correlacionado com o número de testes. Então porque raio só se fala em CASOS e não em percentagens, função dos testes realizados? Quando se fala num aumento de 500 casos num dia porque não se fala no aumento de 5000 testes no mesmo dia?

A consequência perversa desta palavra, ao se referirem apenas os números em absoluto e não os números relativos, é criar um ambiente de pânico social contínuo e de associar determinados eventos a certas consequências, apenas manipulando o número de testes. CASOS é uma palavra que não tem qualquer sentido absoluto. Apenas a relação CASOS/Testes tem alguma validade científica e lógica. CASOS, em absoluto, tem somente um sentido político e um efeito poderoso de marketing.

PANDEMIA

Num país com mil e quatrocentos milhões de habitantes onde morrem habitualmente por ano 11 milhões de pessoas qual o número de mortes que indiciam a existência de uma pandemia? mil? dez mil? ou 1 milhão? Como é que números na ordem dos milhares de mortos (mesmo com as restrições de informação que sabemos) levam a população de todo o mundo a acreditar que há uma pandemia na China? E a acreditar em estudos, posteriormente desmentidos do Imperial College, de que iríamos ter milhões de mortes na Europa? E a acreditar na opinião da OMS, baseada em dados pouco fiáveis de testes iniciais, repetindo os mesmos erros quando da gripe das aves em 2009?

A consequência perversa da utilização repetitiva desta palavra PANDEMIA, associada a imagens de pessoas a desmaiar na rua e a filas de carros funerários e valas com caixões foi criar uma sensação de medo e um paralelo com a gripe espanhola, de 1918 levantando fantasmas há muito esquecidos no pó da história.

Pandemia e crise pandémica são expressões que entraram na comunicação diária de toda a gente e nunca mais saíram. Mas será que têm algum fundamento com todos os dados que temos hoje? Em Portugal a flutuação de mortalidade anual, mesmo com todas as medidas draconianas de distanciamento social, restrições de movimentos e cortes brutais nos serviços de saúde, é na ordem dos milhares. Num país com 10 milhões de habitantes será legítimo falar de uma pandemia de milhares de pessoas? Então porque se continua a utilizar essa palavra? Não seria mais adequada a palavra EPIDEMIA, por exemplo?

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Há ainda uma outra palavra com um efeito pernicioso que é a palavra DE. Se fizéssemos testes, em massa, aos diabetes de uma dada população e considerássemos como causa de morte, em todas as mortes, a diabetes, sempre que o falecido tenha tido um teste positivo, poderíamos estar a viver, todos os anos, uma pandemia de diabetes. Usar a palavra DE em vez da palavra COM, porque na realidade as pessoas morrem de várias causas e, por acaso, algumas COM diabetes, tem um efeito atormentador da população e amplia de forma desproporcionada a existência dessa doença nessa população.

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Toda esta situação será julgada pela história. E também por Deus. Este pesadelo que estamos a viver deve ter algum sentido poético que só o tempo irá revelar.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Pedemia

Naquela tribo indígena nos confins do mundo andava tudo descalço, desde que há memória. Os pés ganhavam calos suficientes para pisar todo o tipo de chão, com terra, pedras e plantas. De vez em quando alguém se aleijava mas o velho sábio curandeiro lá colocava umas ervas e aquilo passava.

Um dia, por acaso ou por alguém mal intencionado, apareceram vidros partidos em vários locais onde os indígenas passavam e alguns, sobretudo os mais velhos, com os calos mais fragilizados, apareceram com feridas graves. E chegaram mesmo a morrer vários anciãos. 

Foi decretado o estado de pedemia pelo chefe da tribo.

O medo apoderou-se das pessoas. Não se sabia o que era aquilo dos vidros. Durante 9 meses quase ninguém saía das suas palhotas para dar passeios ou visitar os amigos.

Foi pedido e depois exigido que todos usassem meias até que a situação acalmasse.

Também por acaso, apareceram então uns indígenas de uma tribo vizinha, a apresentarem uma inovação que tinha salvo as suas populações de uma pedemia semelhante: Os sapatos.

Havia 3 ou 4 qualidades de sapatos. Todos garantiam que 90% das pessoas que os usassem nunca mais iriam sofrer dos pés. Mas, na realidade, quem pagasse os sapatos, jamais receberia o dinheiro de volta.

Passado 1 ano quase toda a população indígena andava calçada. 

As pessoas só falavam dos vários tipos de sapatos e de como ficavam bem vistosos assim calçados. Alguns e, sobretudo, algumas usavam saltos altos para parecerem maiores. Claro que de vez em quando feriam os pés e tinham que recorrer a um novo curandeiro que entretanto chegou à aldeia, vindo da outra tribo. Ele vendia umas meias e umas pomadas especiais para os pés feridos dos sapatos.

Ainda morreram uns quantos anciãos e até crianças com infeções graves provocadas pelo calçado inadequado. E os sapatos gastavam-se e tinham custos para serem reparados ou substituídos. Mas ninguém parecia interessar-se por isso. Chamavam-lhe o "novo normal". Era um avanço civilizacional importante, inovador e moderno.

Nunca mais andaram descalços. Apenas uns quantos resistentes, marginais, muito mal vistos pela tribo em geral, continuavam a resistir aos sapatos. 

Nunca se chegou a apurar a questão dos vidros partidos. 

A tribo vizinha enriqueceu como nunca, desde que há memória.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Angola é nossa!


Quando eu era jovem ouvia repetidamente esta frase: "Angola é nossa". E ai de quem ousasse dizer que não. Podia mesmo ser preso e torturado, qual herege ou traidor à Pátria.

Dizia-se que havia terroristas ou "turras" que queriam ser independentes, que matavam portugueses em Angola, e isso justificava um investimento brutal do Estado em equipamento e ações militares. Eu, na minha ingenuidade, não compreendia porque tinha que ir obrigatoriamente combater os turras quando chegasse aos 18 anos.

Li algumas coisas e ouvi algumas pessoas sobre o " contraditório" daquela célebre frase e pareceu-me que a guerra colonial não tinha qualquer sentido. Eu era assim uma espécie de "negacionista".
E não entendia como é que as mães e os pais deixavam ir os seus filhos para uma guerra de onde vinham cada vez mais inválidos, mortos ou nem chegavam a vir.
Nem como é que um Estado, criado para defender e proteger os seus cidadãos, os sacrificava, em nome de uma crença baseada numa história repetida vezes sem conta. E quanto mais dinheiro se investia na guerra mais necessidade todos tinham de reforçar a história "Angola é nossa" e continuar a sofrer. Um ciclo vicioso que eu não compreendia.

Hoje acho que compreendo. São os efeitos perversos do marketing. Levam uns quantos a ganhar milhões à custa do sofrimento irracional de muitos fãs.

Decorreram, nessa altura, uns 10 anos com muito sofrimento, com consequências que ainda hoje afetam muitos portugueses, para que chegasse o 25 de abril e a história mudasse radicalmente.

Angola torna-se independente!

Os culpados da "grande mentira" são julgados. E todos voltam a acreditar na história contrária. Mesmo os que defendiam radicalmente a primeira história viraram 180° a sua posição. E ai de quem disser o contrário! Agora já não vai preso mas é completamente desacreditado socialmente.

Essa e muitas outras histórias, como a do vírus mais famoso da história, merecem que se dê voz ao contraditório. Podemos poupar muito dinheiro e sofrimento. Alguns cientistas famosos, como a Dolores Cahill PhD, afirmam mesmo que não existe nenhuma pandemia, que os confinamentos de pessoas saudáveis são desnecessários e que os responsáveis deverão ser julgados pelos crimes que estão a cometer contra a humanidade.

Possivelmente Angola nem é nossa nem é independente. Digamos que essa história dos países é também mais uma que merece contraditório.

Porque o diálogo é a solução mais apaziguadora do medo. O pensamento único, as ditaduras, os fanatismos e a guerra trazem sempre mais sofrimento.

Porque Deus só criou um país:
O do amor.
Ele é um poeta.

sábado, 25 de julho de 2020

A eficácia da vacina da gripe

A vacina foi uma grande invenção humana na prevenção e mesmo erradicação total de algumas doenças como a varicela.
Embora as suas origens remontem à China no século X, injetada em animais, teve a sua origem mais notória com Louis Pasteur, em humanos, por volta de 1880.
As vacinas no final do século XIX eram mesmo consideradas uma questão de prestígio nacional, com leis de vacinação obrigatória.
Nos anos 30 do século passado foi inventada e iniciada a vacinação contra a gripe.
Muito eficaz, esta vacina da gripe tem prevenido a morte de milhões de pessoas em todo o mundo. No início de cada inverno todos vão vacinar-se, especialmente os mais idosos e esta doença está praticamente erradicada da face da Terra. O vírus está sempre a mudar mas os cientistas são muito inteligentes e conseguem uma vacina nova todos os anos. Quando não conseguem, pedem a todas as pessoas que usem máscaras, luvas e álcool gel. Ao fim de quase 100 anos tinha que ser assim, a ciência humana é mesmo poderosa. É graças a ela que podemos ter hoje medicamentos, cirurgias e vacinas e usufruir de uma vida saudável.

Se leu isto tudo até aqui é porque é uma pessoa que gosta de ler.

No entanto, nunca se esqueça que nem tudo o que se escreve é totalmente verdadeiro. Nem mesmo este texto. Mas, pelo menos, espero que mereça uma profunda reflexão.

Pelo que podemos constatar, a ciência médica está longe de perceber muita coisa, nomeadamente os vírus. Só em 1939, com o microscópio eletrónico, conseguiu observar os primeiros vírus. Mas não tem a humildade de o reconhecer. Por isso todo este arraial de obrigar ao uso de máscara, porque alguma coisa tem que ser feita. Para mostrar que se está no controlo da coisa. Porque o vírus está no ar, em todo o lado.

A vacina da gripe é quase uma farsa! A sua eficácia é altamente controversa e questionável.
Há quase 100 anos que há uma vacina para a gripe e os números de infetados e de mortes não diminuem.

Muita gente adoece depois de tomar vacinas. Algumas morrem mesmo.
Os seus efeitos secundários podem não compensar o ligeiro efeito de imunização para algumas classes de risco. Mas todo este tipo de estudos é sempre feito em segredo e debaixo de um risco enorme de perseguição e destruição de credibilidade.

Pois é...
A gripe sazonal infeta milhões e mata, todos os anos, mais de 600.000 pessoas em todo o mundo. Com vacina já inventada, testada e aprovada desde 1930.
Em Portugal vacinam-se mais de meio milhão de pessoas e, mesmo assim, morrem mais de 3000 pessoas, nalguns anos, o dobro das que morreram com o Covid-19 até agora, que ainda não tem vacina.

Em 2020 dizem que a vacina da gripe é já para 4 tipos de vírus e mais uma data de componentes de hipotética melhoria de eficácia e eventualmente outros efeitos secundários. Há estudos que apontam que esta vacina aumenta mesmo o risco de infeção com outros vírus. E há reputados médicos a denunciar a investigação apressada de uma vacina com tecnologia de manipulação genética humana, para prevenir a Covid-19, sem os cuidados científicos habituais em todos os medicamentos, nomeadamente os efeitos secundários.

Diz a wikipedia que "Quando um trabalhador vacinado contrai gripe, regressa ao trabalho em média um dia mais cedo". Dizem os anciãos na minha terra que uma gripe demora 30 dias a curar e, se tomar algum medicamento, demora 29. Digamos que estamos a falar de uma eficácia na ordem de 1/30 ou seja de 3,3%.

A gripe é pois uma doença contagiosa que se cura espontaneamente. É o sistema imunitário que cura a gripe. Por isso, a melhor vacina é manter saudável o sistema imunitário. E, claro, o habitual distanciamento de pessoas doentes. É simples. E só depende de si.

Comer, beber, respirar e pensar todo o tipo de coisas tóxicas, degrada o sistema imunitário.

Muitos medicamentos (uma bênção da ciência que devemos agradecer) são também outra das principais fontes de agressão ao nosso sistema imunitário.

É incrível, inconcebível e imoral que sejam os mesmos que produzem os medicamentos a desenvolver as vacinas.

E mais imoral e corrupto é que, as instituições públicas idóneas, tipo OMS e DGS, sejam levadas pelo marketing dessas indústrias que, em nome da saúde, continuam a matar milhões todos os dias, a nunca falarem dos poderes do sistema imunitário e a obrigarem as pessoas a vacinarem-se.
Foi o sistema imunitário que fez a raça humana sobreviver nos últimos milhões de anos sem vacinas.
Sabia que hoje a 3ª maior causa de morte nos Estados Unidos é por doença iatrogénica? (provocada por tratamento médico).
Os idosos são uma população de risco. Sim, mas será por causa da idade? Não será mais por causa da enormidade de medicamentos que tomam todos os dias?

Além da gripe (na categoria das doenças respiratórias) há muitas outras enfermidades que podem provocar a morte. Esta a lista das principais causas de morte no mundo:
1ª) Cardiopatia isquémica 2ª) Acidente vascular cerebral (AVC) 3ª) Doença pulmonar obstrutiva crónica 4ª) Infecções das vias respiratórias inferiores (inclui a gripe) 5ª) Alzheimer e outras demências 6ª) Câncer de pulmão, traqueia e brônquios 7ª) Diabetes mellitus 8ª) Acidentes de trânsito 9ª) Doenças diarreicas 10ª) Tubeculose

E esta a lista dos vírus mais mortais da história, que têm desafiado a imunidade natural humana:
1º) Marburg
2º) Ébola
3º) Raiva
4º) VIH/Sida
5º) Varíola
6º) Hantavírus
7º) Gripe
8º) Dengue
9º) Rotavírus
10º) SARS-CoV

Está vacinado e protegido contra todas estas ameaças?

A verdadeira sabedoria vem muito mais do silêncio do nosso interior, do que da maioria das coisas que ouvimos, vemos e lemos.

Faça um pequeno silêncio. Respire fundo. Pare e pense um pouco.
O que sente?

Consegue sentir que Deus pode ser um poeta? E que a sua engenharia genética ainda está muito longe da compreensão dos homens?
E que podemos viver sem medo, em paz, mesmo sem vacinas para todos os tipos de vírus?

segunda-feira, 23 de março de 2020

PandeMarketing


A paranóia do medo chegou de repente a quase toda a população da Terra! Como foi possível? Será apenas um vírus biológico ou também um vírus mental?

É surpreendente ver um planeta a ser sugado de 160.000 litros de petróleo das suas entranhas a cada segundo, a ter 20.000 aviões no ar a cada momento, a consumir 1700 milhões de latas de Coca Cola por dia, onde um jogador de futebol ganha mais de 30 milhões de euros por ano, onde pára tudo por causa de um campeonato do mundo de futebol, da apresentação de um novo modelo de telemóvel 5G ou do lançamento para o espaço de um automóvel elétrico. E achar tudo isto normal.

Por repetição emocional todos somos programados a cada momento a aceitar todo o tipo de coisas mundanas como normais e até agradáveis.

É também com incredulidade que constato que ainda morrem 25.000 pessoas à fome cada dia que passa (mais de 3 milhões desde o início de 2020) e outras tantas por excesso de peso. Bem como mais de 600 mil pessoas que morrem por ano com gripe sazonal. E ninguém fala deste assunto.


Podia enumerar um conjunto infindável de futilidades que nos têm vindo a ocupar a maior parte do nosso tempo nas últimas décadas graças a essa maravilhosa e poderosa ciência moderna: o Marketing! Faz com que nos endividemos por décadas com coisas que não precisamos, que maus produtos sejam líderes de mercado e que alguns dos piores políticos ganhem eleições.

Podia enumerar também uma enorme quantidade de doenças que matam milhões de pessoas todos os anos, como a SIDA que mata mais de 3.000 pessoas todos os dias (ver lista abaixo) e de barbaridades cometidas diariamente, em todo o mundo, sem qualquer preocupação do comum dos mortais.
E eis que, de repente, a humanidade tropeça nessa poderosa arma de manipulação de comportamentos humanos, uma verdadeira ditadura dos tempos modernos aparentemente guiados por ideais de liberdade e democracia. O marketing.

O marketing vira-se viral e violentamente contra a raça humana. A emoção do medo apodera-se de todos os meios de comunicação, da Organização Mundial de Saúde, da classe médica, dos governantes, dos empresários, enfim de toda a população mundial.

E o planeta para, em menos de 1 mês! Por causa de um simples vírus, entre os milhares de espécies já identificados, muitos deles a viverem dentro de nós como o herpes. Ou, melhor, por causa do medo do que um vírus ainda desconhecido poderá vir a fazer.

24 horas por dia em todos os meios de comunicação não se fala de outra coisa. Em casa, no trabalho, na internet, em todo o lado, só há um tema: O Coronavírus!

Não estou a dizer que o assunto não é grave. É gravíssimo. Mas, comparado com milhares de outros temas do planeta e da humanidade parece-me uma coisa com relativa importância. Isto não é apenas uma pandemia, é também um pandemarketing! O tempo o dirá.

Os vírus representam a maior diversidade biológica do planeta, sendo mais diversos que bactérias, plantas, fungos e animais juntos. Quase 200 mil tipos diferentes de vírus se espalham nos oceanos do mundo, de acordo com um estudo.In Wikipedia
"Mais de metade do corpo humano é composto por bactérias, vírus e fungos" - In JN
"Na água do mar os vírus marinhos aparecem na ordem dos dez mil milhões por litro" - In Mar sem fim.

Claro que vivemos rodeados de vírus todos os dias em todos os locais de uma forma quase sempre pacífica e não nos acontece nada a maior parte do tempo.
Mas, hoje, cada pessoa que morre no mundo com o Coronavírus tem destaque de abertura em qualquer noticiário! Os outros 150.000 que morrem todos os dias continuam a ser completamente ignorados. Isto é de uma irracionalidade muito superior à das 1700 milhões de latas de Coca Cola consumidas por dia ou aos ordenados milionários dos jogadores de futebol.

Há uma solução: Desligar a TV e pensar um pouco nisto. Somos todos seres programáveis pelo marketing e publicidade, mas todos temos o poder de observar os nossos programas. E, com alguma determinação, fugir das repetições emocionais que nos programam os nossos comportamentos.

Claro que é prudente ficar em casa e seguir as normas de higiene recomendadas pelas autoridades. O vírus ainda não está bem estudado. Mas nada de paranóias, ok?
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Mortes este ano, desde 1 janeiro, no mundo:
110.085 de gripe normal
1.726.688 crianças abaixo dos 5 anos
70.928 mães no parto
381,126 sida
1.865.218 cancro
222.046 malária
1.135.104 vítimas do tabaco
587.383 causadas por álcool
243.259 suicídios
283.561 acidentes de viação
2.449.520 de fome
14.716 Covid-19 (total desde dez 2019)
Sources and info: https://www.worldometers.info/ a 23 de março de 2020
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Para tentar sossegar algumas mentes em pânico aqui vão algumas perguntas que gostava de ter resposta:

  • Um vírus chega a ser 1000 vezes mais pequeno que uma célula. Como é possível um ataque? Não será mais um processo de sedução e permissão mútua?
  • Os idosos são mais afetados por causa da idade? Ou por causa das defesas do organismo? E dos inúmeros medicamentos que tomam?
  • Não será tão ou mais importante apostar no reforço do sistema imunitário do que em desinfetantes e máscaras? Porque ninguém fala disso 24 horas por dia?
  • No ar e nos objetos há milhões de vírus. Não é um só, como aparentemente nos vendem. Quantos afinal são precisos para adoecer uma pessoa normal? 100? 1000? 1 milhão? E quantas vezes ao dia?
  • As pessoas normais sempre viajaram em aviões fechados, a respirar o mesmo ar das outras 300 pessoas a bordo, com doenças diversas, durante mais de 10 horas, e não adoeciam. Porquê?
  • Uma pessoa infetada contacta com 10 pessoas, mas só duas ficam infetadas. As outras 8 não ficam, porquê?
  • Como é que mais de 90% das pessoas contaminadas sobrevivem? A maioria sem sintomas graves.
  • Só quando se ultrapassar o número de 3000 mortes em Portugal (hoje 23) e 100.000 (hoje 16.000) no mundo é que podemos dizer que esta estirpe foi uma gripe mais grave? Ou não?
  • Na gripe normal que mata 3000 pessoas por ano em Portugal e tem uma mortalidade de 0,05% quer dizer que 6 milhões de portugueses são infetados todos os anos? E desses quantos estavam vacinados? E se não estivessem?
  • E isso acontece também de uma forma exponencial ao longo dos meses de inverno? Onde estão esses dados para compararmos?
  • Quantas pessoas já morreram de gripe sazonal este ano? Quais as idades mais afetadas? 
  • Os números são para adicionar ao Covid-19 e teremos uns 6000 no total, ou quem morre de uma já não morre da outra?
  • De quem tem que recorrer a um ventilador qual a percentagem de sobreviventes? Ou, perguntando de outra maneira, o ventilador é uma terapia ou um cuidado paliativo?
  • Afinal as diferenças bruscas de temperatura (que debilitam o sistema imunitário e ninguém fala) também contribuem para apanhar o Coronavírus? E o stress? E a poluição? E a alimentação? E o tabaco? E as discussões e humilhações? E o medo? Ou aqui neste caso basta usar mascara e lavar as mãos?
  • Com tanto cuidado com a higiene anti-viral e afastamento social será que este ano vamos ter muito menos doentes de doenças contagiosas no mundo? E as doenças mentais provocadas pelo isolamento forçado vão aumentar?
  • E teremos um ambiente menos poluído e sustentável?
  • E uma economia mais pobre, mas mais amiga das pessoas e do planeta?
  • Ou tudo volta de novo à mesma roda que tínhamos antes, até vir outra pandemia para voltar a desacelerar o mundo?
  • Será tudo isto obra do acaso, de mentes humanas doentes ou… haverá uma inteligência mais inteligente do que os homens? E que é também um poeta!? 

sábado, 3 de novembro de 2018

Padre Zé Saúde

O padre Zé Saúde tinha vindo de Timor Leste onde passara grande parte da sua vida. Veio para Portugal para passar os últimos dias, num seminário em que tinha todas as condições.
Habituado a tratar-se com ervas e mesinhas naturais quase sempre se recusava a ir ao médico.
No entanto, algumas vezes o diretor obrigava-o a ir mesmo a uma consulta e ele, claro, com todo o respeito obedecia.
Depois da consulta vinha como uma série de receitas que mandava aviar na farmácia próxima.
Quando recebia o saco com os medicamentos colocava-os no lixo. O colega que vivia com ele, indignado, perguntava:
- Padre Zé, porque é que deita os medicamentos no lixo? Se foi ao médico e depois à farmácia, porque é que agora não toma os remédios?
- É simples - respondia ele - O médico precisa de viver, por isso fui à consulta. O farmacêutico também, por isso comprei os medicamentos. Mas... eu também preciso de viver!

domingo, 20 de agosto de 2017

Eclipse do Sol e os mistérios da Lua

O eclipse do Sol acontece porque a Lua na sua trajetória elítica passa em frente à nossa estrela. É um eclipse total nos locais da Terra que ficam no cone de sombra. E nesse caso a Lua tapa o astro rei quase sempre com uma precisão como se tivesse sido colocada no local exacto entre a Terra e o Sol.
A Lua já confunde os espíritos mais científicos ao ter sempre a mesma face voltada para a Terra. O seu movimento elítico de translação está perfeitamente sincronizado com o seu movimento de rotação e por isso desde há milhares de anos, nunca vimos o lado oculto da Lua. Só nas viagens Apollo e com o lançamento de alguns satélites artificiais o homem conseguiu fotografar esse lado. E o mistério continua. Tanto com as imagens que vão sendo conhecidas como com a posição da sua órbita que faz um eclipse total do Sol tão perfeito.

Um universo que hoje supomos resultou de uma explosão, o Big Bang, e criou aleatoriamente todas as galáxias, estrelas e sistemas planetários não pode ter colocado a Lua onde ela está. Não pode ter criado uma constante de plank, uma velocidade da luz e uma lei da gravidade tão perfeita.

Há uma engenharia que surge no estudo da criação que nos leva a crer que vivemos num universo simulado. 

E com tanta beleza que Deus, além de engenheiro, só pode ser um poeta.

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Mais informação sobre os mistérios da Lua: https://youtu.be/2QnscxozhZ0



quinta-feira, 14 de julho de 2016

O poder do observador

A consciência é um erro de software no comportamento robótico humano. Bem treinada, a mente consegue observar os seus pensamentos, emoções e sentidos físicos, tomando consciência das suas sucessivas repetições comportamentais. Estando um pouco acima do comportamento animal, o homem é capaz de observar-se e perguntar-se: Quem é este que pensa, sente e emociona-se? Quase sempre com as mesmas situações.

Longe de conseguir controlar todos os seus pensamentos, emoções e instintos, o homem é no entanto capaz de dissociar-se deles com algum distanciamento. Esse é talvez o seu maior poder. A consciência do ser (essência) e do ter (corpo-mente).
O animal vive o momento presente e reage roboticamente em função dos vários estímulos externos e dos programas (software, instinto) instalados na sua genética. O homem também consegue treinar a sua atenção plena (mindfulness) para acalmar o stress do passado ou do futuro e "animalizar-se". Mas mais poderoso é sempre o poder de observação de todas essas coisas sem se identificar com elas.

A física quântica dá uma explicação sobre a questão da influência do observador no resultado de uma experiência, dizendo que esse resultado depende da forma como se observa. Olhando de uma dada maneira, uma partícula atómica não é bem uma partícula mas sim uma onda. E tudo e todos somos feitos dessas partículas apesar de ser muito subtil o efeito que tem em nós esta lei da nova física.

A meditação, o silêncio e algumas músicas são,  provavelmente, as melhores ferramentas para se alcançar esse estado de observador neutro dos dramas que se desenrolam à nossa volta no dia a dia.

Mas é preciso ter a consciência leve para que essas práticas produzam efeito. Por isso deve começar-se pelo perdão. A si e aos outros. Pela mudança de percepção sobre muitas coisas que lhe tentaram impingir como pecados.

Retire a culpa do seu coração e desfrute desse bem humano supremo que é o poder de observação.



domingo, 26 de junho de 2016

Viciados em sapatos


O homem é o único animal na natureza que usa sapatos. Porquê? Se todos os animais têm as calosidades naturais que lhes permitem andar por cima de tudo sem qualquer problema, sejam pedras, terra, picos, urtigas, relva ou mato, porque é que o homem precisa de usar sapatos?

Provavelmente porque alguém um dia se aleijou num pé e, com medo de voltar a aleijar-se, resolveu criar uns sapatos. Até aqui tudo bem. O problema é a crença de que o homem precisa SEMPRE de sapatos para sobreviver na natureza. A partir daí toda a gente usa sapatos, os pés ficam mais frágeis e a crença torna-se mesmo verdade. Mais do que uma crença tornou-se um vício esquizofrénico com requintes tais que é obrigatório o seu uso e quanto melhores e mais bonitos forem, mais importante será o seu dono ou dona.
Imagine que decide deixar de usar sapatos e começar a criar as calosidades necessárias para deixar esta dependência secular da raça humana. Claro que iria ser considerado um marginal, talvez um pobre mendigo ou, pior ainda, um louco perigoso.
O corpo humano que é perfeito, tem uma forma de sobreviver na natureza sem sapatos. Mesmo depois de tantos séculos viciados em sapatos, todos nós ainda conseguimos criar uma sola natural se, durante alguns meses ou anos, formos treinando os nossos pés para pisarem todo o tipo de coisas que os sapatos também pisam. E muito melhor, sem ter que comprar, calçar e descalçar sapatos todos os dias, sem apertos nem bolhas nos pés.
Mas, acha que conseguia?
Pode desculpar-se com os seus amigos e familiares que não o deixam andar descalço ou que, calçado, se sente mais belo e feliz. Pode dizer que a culpa é da poderosa indústria dos sapatos com os seus lobbies. Pode até começar o processo mas, a meio, aleija-se numa pedra afiada e começa a pensar que não vale a pena. Que os outros é que têm razão, pois todos precisamos de sapatos para viver. Algumas vezes sentir-se-á eufórico pois já consegue fazer 10 quilómetros sem sapatos mas, um dia, não o deixam entrar num restaurante ou no emprego, perde a fé e volta a calçar-se. Até pode chegar a culpar-se que, por andar descalço, fere a sensibilidade das outras pessoas.
Consegue aceitar a responsabilidade de que este assunto de conseguir uns pés descalços, resistentes a tudo, é exclusivamente seu? Consegue entender que os outros, as crenças ou artefactos exteriores, podem prejudicar o seu corpo e torná-lo mais frágil. Que este problema não é do seu corpo mas dos seus hábitos de vida?
Perder o vício dos sapatos é uma tarefa árdua e penosa. Não sei se vale a pena o esforço. Mas, por favor, não diga que o seu corpo perfeito, criado por um Deus poeta, é que tem a culpa das debilidades a que você o habitua.
Se não fizer exercício durante muito tempo e depois começar a usar bengala não diga que é velhice. Se usar óculos cada vez mais graduados não diga que tem a vista cansada. Se comer em demasia não se queixe que está gordo. Se tomar medicamentos por tudo e por nada não diga que é uma pessoa doente. Se fumar não diga que a culpa é do stress. Acreditamos em muitas histórias que não fazem sentido apenas para alimentarmos os nossos vícios. Esta dos sapatos é apenas uma delas, para tomarmos consciência do poder que temos se quisermos mesmo mudar a nossa vida, para algo que sentimos ser melhor para nós.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Teres Humanos

Num planeta perdido algures no espaço, no meio de 100 mil milhões de galáxias, habitam uns seres que acreditam ser aquilo que têm. São os chamados Teres Humanos. 

Por isso se referem a quase tudo o que os rodeia como "meu". O meu país, a minha casa, a minha família, o meu dinheiro, o meu carro, o meu telemóvel, o meu emprego e até dizem o meu corpo, o meu filho ou o meu curso. Para tal criaram uma infinidade de entidades que certificam a sua crença profunda: Notários, registos, bancos, governos, empresas de telecomunicações e outras. Como vivem numa dimensão relativa comparam-se uns com os outros e admiram-se, veneram-se ou repudiam-se e invejam-se pelo que uns e outros têm. Um ter humano é mais importante que outro pelo país em que nasceu, o curso que tirou, o corpo que tem, o cargo que ocupa no emprego ou os terrenos, casas,  dinheiro que  estão registados em seu nome.

São poucos os Teres Humanos que sabem quem são. Alguns mais despertos já sabem que não são nada e são tudo, porque a sua existência nada mais é que uma partícula divina que, algures no tempo e espaço, decidiu ter uma experiência dual. Talvez por curiosidade ou ignorância resolveu separar-se da fonte mas o seu poder continua infinito e tudo e todos à sua volta são afetados pelo seu ser.
No entanto a experiência na matéria e a sensação de separação parece tão real que ele começa cedo a acreditar que a posse de coisas externas ou títulos é eterna e dá felicidade. Não é e não traz. Felicidade é a consciência do ser como algo eterno e não dual, perfeito, infinito, imutável e luminoso. Amor, Deus, Infinito invisível ou Ser Superior podem ser algumas das palavras que mais se aproximam desse conceito.

Um Ter Humano focado totalmente na existência material, terá uma ideia da vida  como um carrossel entre prazer e sofrimento, conforme aquilo que possui e em que se viciou mental e emocionalmente: Coisas, pessoas ou hábitos. 

Mas um Ter Humano com uma consciência espiritual do ser, relativizará tudo o que acontece no espaço-tempo pois ele sabe que não é daqui. Está apenas de passagem. A marca que aqui deixar, especialmente a que se aproxima mais daquilo que normalmente se chama arte, filosofia ou expressão genuína do ser, também é eterna. Sem medos pois todas as coisas físicas perecerão, tanto os anéis como os dedos. 

Só o amor é eterno.

sábado, 9 de abril de 2016

Somos Terra, nada e tudo

Olhei com atenção para a Terra. O que são países? E dinheiro? E futebol? E política? E religião? E fins de semana?
Só vejo água, terra, ar e a luz do sol.

Aproximei-me mais e vi homens, golfinhos, burros e muitos outros animais... Aproximei-me mais ainda e continuo a ver células que são também água (80%), terra, ar e luz do sol. Somos basicamente água com pernas, braços e olhos.

Então fui ainda mais fundo na matéria e vi que é quase tudo espaço vazio com pontinhos de energia aqui e ali. Somos basicamente feitos de nada e um pouco de energia.

Olhei depois para o céu estrelado e vi que o universo também é um infinito vazio com pontinhos de luz aqui e ali.

Então fiquei com medo. Liguei a televisão e comecei a ver um jogo de futebol e depois vi o telejornal e a telenovela. Era fim de semana e precisava distrair a mente.

Mas depois pensei: E... se eu for um espírito livre, temporariamente ligado à matéria terrestre? E se Deus for um poeta que criou este filme onde eu tenho sentimentos, pensamentos, e emoções que me fazem crer que estou vivo? E se esse meu espírito livre for apenas um pedaço do próprio Deus, tudo o que existe, o absoluto, o infinito, a perfeição? E se esse espírito livre (o meu e o de todos os seres) pudesse escolher o tipo de filme que quer viver, não importa o tipo de matéria dual que se aproxime? E se ele puder ver sempre paz, amor, beleza e alegria em vez de guerra e medo?

A Terra é um dos infinitos jardins inventados por Deus, cheio de desafios que nos emocionam, como um jogo de computador, um sonho ou um filme de Hollywood. Estamos na Terra numa experiência, parece que somos quase só água, terra e ar mas, na realidade, somos muito mais que isso. Somos nada e somos tudo. Somos amor e esse é o nosso poder, essa é a única realidade imutável.


sábado, 23 de maio de 2015

Boas emoções curam

Muitas das emoções que sentimos têm efeitos fisiológicos nocivos, desde os mais simples e inofensivos como as batidas cardíacas mais rápidas, respiração profunda ou suores frios até às mais nocivas como a falta de ar, falta de apetite, desmaios, dores agudas, erupções na pele ou estados depressivos. Uma emoção como o medo ou a raiva vivida durante algum tempo pode provocar desde tensões e espasmos em vários músculos e orgãos internos como o cólon, o estômago ou o fígado, provocando dores e a segregação exagerada de diversas hormonas internas.

Algumas hormonas como a somatotrofina segregada pela hipófise ativa o nosso sistema imunitário. Ela é importante quando somos infetados por bactérias ou vírus e isso tudo bem. Mas quando é segregada pelas emoções sombrias de tristeza e desespero ela ativa um falso alarme que pode provocar efeitos negativos como a asma ou outro tipo de alergias.
Outra hormona também segregada pela hipófise é a adrenocorticotropina que provoca um aumento de produção de energia interna. No entanto, se for segregada prolongadamente, por consequência emotiva, irá provocar danos diversos como úlceras pépticas além de debilitar o sistema imunológico. É por essa razão que são apontados os estados de stress prolongados como os responsáveis pelo aparecimento de muitas das doenças atuais.

Como a medicina ocidental foca-se essencialmente no tratamento dos efeitos observáveis por análises químicas e imagens radiográficas, a probabilidade de efeitos secundários é enorme. Por exemplo ao tratar uma alergia com cortisona é provável que ao diminuir a alergia se debilite o sistema imunitário e apareça uma gripe. Depois ao combater a gripe com analgésicos os rins são afetados e assim por diante.
A fibromialgia que pode resultar apenas de uma hipersensibilidade à dor, provocada por estados de stress causadores de tensões musculares em vários pontos e não ser nada de grave, é um outro perigoso ponto de partida para o início de um processo de medicamentação compulsiva.

É provável que a doença emocional seja a principal causa do início do processo de ingestão de produtos químicos sucessivos e, eventualmente de uma das principais causas de morte da nossa sociedade atual: a toma exagerada de medicamentos, a chamada doença iatrogénica.

Fomos treinados pela família e pela escola a desenvolver o nosso raciocínio, memória e conhecimento científico mas pouco foi ensinado para treinarmos a mente a focar-se em pensamentos e sentimentos positivos. Uma alegre a agradável disposição e atitude perante a vida, o mundo e os outros, atrai felicidade e vale mais que todas as riquezas do mundo. Emoções fundamentais felizes acompanhadas de exercícios físicos e de relaxamento mental, fazem o corpo funcionar melhor, em harmonia celular e lidar melhor com todos os imprevistos de ordem diversa, que sempre acontecem.

Deus fez um corpo que gosta de boas emoções. Por isso colocou à nossa volta o sol, a lua, as flores, a água, o ar, os animais, as crianças, as paisagens naturais deslumbrantes e muitas pessoas alegres e de bem com a vida. Sem perder a noção do realismo dual, basta focarmos mais a nossa atenção e perceção nessa direção para vivermos mais felizes e saudáveis.

Sugiro que leia a obra "Como viver 365 dias por ano" - John A. Schindler clicando aqui

O nosso cérebro bipolar

Pela experiência da neurocientista Jill Bolte Taylor que teve um AVC aos 37 anos e recuperou totalmente ao fim de 8 anos, podemos suspeitar que o nosso cérebro tem dupla personalidade. Por um lado ele nos dá a sensação de que somos um com o todo, intuitivos, felizes, pacíficos, emocionais e amorosos, intemporais e divinos e, por outro, somos analíticos, críticos, racionais, temporais e terrenos, materiais e limitados. É o lado direito do cérebro que parece conduzir o nosso feitio mais espiritual e o lado esquerdo, onde a Jill sofreu o derrame, a nossa personalidade mais pragmática que predomina na nossa vidinha do dia a dia.

Os vídeos abaixo, o livro "A cientista que curou o seu próprio cérebro" e a entrevista da cientista à Oprah Winfrey dão-nos uma explicação científica (e não só) muito interessante da nossa existência dual, porque sentimos o que sentimos em muitas situações ao longo da vida.

1ª parte

2ª parte

E se tudo isto, mesmo assim, for apenas parte do sonho, do filme que o poeta Deus quis que nós experienciássemos aqui na dualidade? O absoluto é uma questão de fé.

domingo, 13 de abril de 2014

Garanto que estou saudável!?

Tomei consciência há dias que, perante a sociedade, só um profissional de saúde tem competência para garantir a minha saúde ou a minha doença. Se eu chegar ao trabalho e disser que estou doente e quero ir para casa, só com um comprovativo de um médico acreditam em mim. Se precisar inscrever-me num ginásio ou numa piscina a situação é semelhante, desta vez não tenho competência para garantir a minha saúde. Só um médico pode comprovar que estou apto para a prática desportiva.
Tudo isto veio a propósito de uma ideia para uma aplicação de software que permitisse ao cidadão normal descrever como se sentiu ao tomar uma determinada medicação e assim partilhar com outros a sua experiência. A satisfação do cliente é uma métrica muito utilizada por quase todas as empresas no sentido de ir melhorando os seus produtos e o seu sucesso de vendas. Mas, no sector farmacêutico as coisas parece que estão num estágio diferente. Quem é o doente para dizer como se sente ao tomar um dado remédio? Só o profissional de saúde é que pode prestar com verdade e rigor esse tipo de informação. Aliás, pensando melhor, nem é o médico que vai dizer que um doente está curado mas sim uma máquina de radiografias ou um laboratório químico. A nossa saúde e a nossa doença são hoje meros padrões químicos e fotográficos, tirados num dado instante, bem como estatísticas que dizem como foi que uma dada doença evoluiu no passado.
Um sistema de saúde montado, desta forma, apenas nestes componentes é um sistema muito pobre e sujeito a grandes erros. Estou convencido que deve haver um número elevado de pessoas que morre, todos os dias, nos nossos hospitais, devido ao pobre processo de cura e não da doença. No entanto, jamais terá competência para dizer à família, aos amigos e à sociedade, que se sentiu mal com um dado medicamento ou uma dada terapia. 
A saúde é uma arte e creio mesmo que Deus, um dia, vai inspirar os homens a melhorar este processos, não só com tecnologia mas também através da sua poesia.

domingo, 9 de março de 2014

Ver para crer

Olhávamos para o céu à noite e observávamos aquela luz cintilante que se deslocava lentamente numa dada direcção.
- É um avião! - disse ele com toda a certeza.
- Eu vejo apenas uma luz cintilante - disse eu - o que te leva a crer que é um avião?
- Tenho a certeza que é uma avião!
- E se eu te disser que são 200 pessoas sentadas dentro de uma coisa metálica com asas?
- Sim, também pode ser.
- Então quer dizer que uma luz cintilante podem ser pessoas?
- Sim
- E se eu te disser que uma pessoa pode ser luzes cintilantes?
- Isso já é mais difícil de acreditar
- Acreditas só no que vês? Como São Tomé?
- Sim
- Então quer dizer que viste 200 pessoas no céu?
- Não, acredito que era um avião e por isso deduzo que leva pessoas.
- Então acreditas também no que deduzes, certo?
- Certo.
- Então acreditas em mais do que aquilo que vês, certo?
- Tens a mania que és filósofo ou quê?
- Não, só queria entender quantas coisas acreditas mesmo sem ver.
- Por exemplo?
- Ondas electromagnéticas, vírus, bomba atómica, vida após a morte, cura através das mãos,...
- As 3 primeiras acredito
- Porquê?
- Porque estão demonstradas cientificamente e eu vejo e sinto os seus efeitos.
- Então já sentiste os efeitos de uma bomba atómica?
- Claro que não mas... vi vídeos de explosões...
- Também há vídeos sobre conversas com falecidos e ...
- Isso é tudo treta! É uma montagem ou, no máximo, feito através do cérebro, telepatia, coisas assim
- Então acreditas na transmissão de pensamento?
- Quer dizer... é mais fácil acreditar nisso do que na vida após a morte.
- Porquê?
- Porque quando morremos acaba tudo.
- Já viste?
- Claro que não
- Então é outra coisa que acreditas sem ver, certo?
- Tens a mania que és Deus, pá!
- Eu, nunca vi mas... acredito que Deus é um poeta.