domingo, 17 de fevereiro de 2013

Realidade ou ilusão?

Está comprovado cientificamente que cortar pêlos com lâmina de barbear não faz crescê-los mais fortes, sabia? Mas há quem continue a acreditar que a depilação com cera é mais eficaz. Em qual das histórias você ainda acredita?
Orientamos quase toda a nossa vida baseados em crenças, muitas delas sem qualquer fundamento lógico ou científico. Algumas dessas crenças resultaram de uma história contada por alguém em alguma época histórica e que ficou até hoje na nossa memória. Como muitas dessas histórias alimentam interesses económicos, quem tenta contar uma história contrária é normalmente ridicularizado não só pelos mais interessados como também pelo eco-sistema circundante. Levado ao extremo a negação ou perturbação de uma crença pode mesmo levar a actos de violência. Julgo que isto tem a ver apenas com o medo da mudança que está subjacente ao ego de cada ser humano e talvez o mito ou crença mais importante seja mesmo o de que 
Mito 1 - Mudar significa sofrer e/ou ficar pior
Se dissermos a alguém que vai haver uma mudança na sua vida a primeira reacção é de medo ou mesmo pânico. Mas se pensarmos um pouco sobre o assunto saberemos lógica e intuitivamente que qualquer mudança também pode ser para melhor.
Mito 2 - Morrer significa o fim de tudo ou a ida para um lugar mau
Ninguém conhece ao certo o que se passa no momento da nossa morte. Tanto pode ser o fim de tudo como o princípio de outra coisa. Tanto pode ser a ida para um lugar mau como para um lugar bom. Mas a maioria de nós não consegue imaginar a história da morte contada de maneira que quem parte vá iniciar uma vida nova num lugar melhor que este. E isso pode ser a realidade. E, por isso, tanto podemos chorar e fazer luto com pena e lamento por alguém como podíamos celebrar, com música e alegria a sua promoção para um serviço e para uma outra vida melhor. Qual das histórias você acredita mais? Porquê?
Mito 3 - Saúde significa bons meios para combater a doença
Quando ouve a palavra Saúde qual a palavra ou expressão que sente que lhe está mais associada? Médico, Hospital, Dor, Remédio, Exames, Urgência
ou 
Bem Estar, Alegria de viver, Boa Energia, Harmonia, Equilíbrio e Satisfação.
Uma vida saudável é aquela que fazemos longe dos Hospitais. Porquê tanta preocupação e energia gasta com uma coisa que deve estar longe de nós e tão pouca dedicação à nossa forma de viver com aquilo que está mais próximo de nós?
Mito 4 - Somos totalmente vulneráveis a ataques do meio circundante
Se alguém com gripe se aproximar de si você acha que pode ser contagiado? Todos temos um sistema imunitário que nos protege permanentemente dos milhões de vírus e bactérias que nos circundam a todo o momento. Porque é que uma pessoa com gripe pode romper essa barreira de protecção? Será que é um acto de solidariedade para essa pessoa? Coitada está com gripe! E eu aqui saudável! Não é justo! E pumba! Ficamos doentes. Será?
Apanhar chuva na cabeça, por exemplo, é outra crença comum de que será causa imediata de doença gripal. Mas se for um duche, mesmo de água fria, após uma prova desportiva, já não deverá fazer mal, certo? Quando apanhamos chuva sabemos lógica e intuitivamente que é apenas água na cabeça mas o medo de ficar doente  é tanto que temos que ter um guarda chuva. O negócio dos chapéus de chuva está também relacionado com o conforto de não ficarmos todos encharcados quando andamos à chuva mas observando o comportamento das pessoas ao utilizá-lo parece-me mais um medo de ataque do meio circundante.
Mito 5 - Há peças no nosso corpo que estão a mais e têm que ser removidas. E quanto mais rápido melhor.
Adenoides, apêndice, amígdalas, vesícula, dentes são alguns exemplos de peças que o cidadão comum acredita podem estar a mais no seu corpo e aceita ou melhor, acredita e paga para serem removidas.
Esta crença ganhou uma nova expressão nas últimas décadas com a evolução da cirurgia plástica e hoje retiram-se ou corrigem-se pedaços de nariz, pele, gorduras, ancas, seios e até órgaos genitais.
Mito 6 - Produtos químicos curam
Todos sabemos que o nosso corpo tem um poder regenerativo que permite sarar feridas e até colar ossos partidos. Todos sabemos que as dores vão e vêm. Todos sabemos que a febre é um mecanismo de auto-cura de infecções. Todos sabemos que os alimentos têm propriedades curativas. Todos sabemos que a mente tem um poder enorme na nossa saúde. Porquê então a crença que um produto químico tomado por via oral, venosa ou anal é mais eficaz que nós próprios no nosso equilíbrio de vida?
Mito 7 - Vence o mais forte
Apesar de sabermos que todos morremos, temos a profunda convicção que alguém pode vencer o que quer que seja, a não ser pontualmente, numa situação minúscula do tempo e espaço. Os maiores vencedores são também os maiores derrotados pois passam a vida em competição, ora perdendo ora ganhando. A crença de que o Benfica é um vencedor é ridícula, pois apenas pontualmente, em algumas épocas, comparando com outros clubes, o número de derrotas é ligeiramente inferior ao número de vitórias
Há pois a história que diz que Vence o mais forte e há outra história que nos conta que Vence nesta vida quem não compete e colabora para saborear o melhor que a vida lha dá a si e aos outros.
Imagine agora as duas histórias contadas no momento da sua partida deste mundo e veja qual delas faz mais sentido para si,
Mito 8 - Uma sociedade sem líderes é impossível
Há cerca de 2000 anos Cristo tentou contrariar esta história, em que a grande parte da raça humana ainda hoje acredita e teve que pagar com a própria vida. O mais irónico é que Ele, passados todos estes anos, ainda não morreu. Graças a todas as missas e rituais realizados por milhões de pessoas em todo o mundo há tanto tempo, o amor, como princípio base de uma união social equilibrada, está hoje mais perto de ser aceite e posta em prática pela maioria da humanidade.
Mito 9 - As notícias são verdadeiras
Se um dia descobrisse que metade do que se anuncia nos jornais, rádio e televisão é pura mentira ou tem factos deturpados, ainda continuava a ver o telejornal a todas as horas?
A internet veio trazer uma nova forma de contar as mesmas histórias, contar novas histórias e até contar diferentes versões da mesma história. A realidade ... essa compete-lhe a si tirar as suas próprias conclusões. 
Mito 10 - Se uma história é verdadeira então todas as outras são falsas
Se acreditarmos que estamos sozinhos no universo então todas as histórias sobre extraterrestres não podem ser verdadeiras. Mesmo que sejamos confrontados com alguma evidência de que existem outras formas de vida, este mito não nos deixa acreditar nisso.
Uma história é sempre uma história. Mesmo que tenha sido contada pela nossa avozinha não deixa de ser uma história.

Experimente ver tudo à sua volta com o maior realismo, tentando esquecer as histórias que lhe contaram. E... vai ver...

Os Deuses deixaram-nos criar todos estes mitos para se divertirem à nossa custa com a sua poesia. Não acredite em tudo o que os outros lhe contam, assim como não acredite em tudo aquilo que vê pois o Universo que nos rodeia não passa de uma grande ilusão. Divirta-se também, acreditando em si.
E viva feliz!
:)

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Depuralina

Parece-lhe lógico que se você comer menos do que come habitualmente deverá emagrecer? A mim também. É simples não é? Come menos e perde peso.
Mas... e se não conseguir comer menos? E se a gula for mais forte que você? Acha que a solução lógica é comprar e tomar um remédio que lhe provoque diarreia? Que elimine por via anal o excesso de comida que não conseguiu evitar de comer?
Pois eu não acho nada lógico. Especialmente numa sociedade que se diz em crise, e em que mais de metade da população come demais e tem excesso de peso, eu diria que é uma excelente oportunidade para diminuir a quantidade de comida que se consome todos os dias, certo? Em vez de comer à bruta e depois tomar sais de frutos para a indigestão, parece-me que o mais lógico será comer com moderação. Em vez de comer sofregamente, engordar e depois tomar coisas para reduzir o peso, parece-me mais racional reduzir a dose de comida que como por dia, não é?
Ou será que estou a ver mal a coisa? A doença do consumismo de comida continua com o consumismo de produtos dietéticos e depois com o consumismo de tratamentos médicos para os efeitos secundários das dietas e assim por diante... 

Acha que, por exemplo, a solução para um endividamento excessivo é pedir um novo empréstimo para pagar as dívidas anteriores? Não será melhor... simplesmente... reduzir a dívida?
A fuga para a frente ... tem o seu limite e ... um dia ... irá parar ou... então explodir!
É estranho e patético este sucesso da Depuralina não é? Ou dos produtos dietéticos? Ou do crédito para pagar dívidas?

A questão que podíamos agora desenvolver é porque é que as pessoas comem demais. Serão carências? Será stress? Será algum desequilíbrio emocional?
Então talvez se deva começar por esse lado primeiro.
Parece-me que as terapias alternativas (yoga, acumpunctura,...) podem ser uma boa ajuda... para ter a força natural de não comer demasiado.
Mas ... cada um sabe de si e Deus ... é um poeta

domingo, 25 de novembro de 2012

Alergias ou medos?

As alergias são medos infundados das nossas células e talvez possam ser curadas de uma forma muito simples.
Quando o nosso corpo teme algo que memorizou como um ataque à sua integridade, desencadeia um mecanismo de reacção alérgica, um falso alarme, que pode apresentar-se de várias formas. O mais comum são os espirros, manchas na pele e falta de ar, mas há muitas outras e variadas reacções que podemos considerar como respostas involuntárias do nosso corpo a presumíveis ataques que ele pensa vir a receber. Calores, enxaquecas, tosse, comichões e quem sabe, outras coisas mais estranhas como infecção urinária, azia, ansiedade, dores agudas, depressão ou diabetes. 
Quando o nosso corpo, por alguma razão de medo, pensa que vai sofrer, além de preparar o seu sistema imunitário para a defesa e, assim, ter um comportamento perfeitamente normal, por vezes, avaria-se o mecanismo e a coisa funciona de maneira totalmente diferente. O que é ainda mais espectacular é que tudo se passa totalmente fora do nosso controle.
É como se determinadas zonas do corpo entrassem em pânico e perdessem o seu equilíbrio,sem razão aparente, dando origem a reacções completamente absurdas quando observadas com calma e amor do lado de fora.
Vejamos por exemplo o caso mais conhecido por alergia que é a asma. Os pulmões que funcionam perfeitamente a maior parte do tempo, por causa de um microorganismo microscópico, um grão de pólen ou um ácaro, começam a contrair-se cheios de terror deixando a pessoa com falta de ar. Ora como é que essas minúsculas partículas de pó conseguem causar o pânico nos pulmões, fora do total controlo do seu dono? Só pode ser devido a um trauma anterior memorizado algures, provavelmente nas células do pulmão. Ao ver aproximar-se o presumível perigo fica de tal modo perturbado que, esse órgão, acaba por fazer mal a si próprio.
Conheço algumas pessoas que me dizem ser alérgicas a coisas tão estranhas como aos coentros, a nozes, ao leite, a água quente, a gatos ou a todo o tipo de animais. E, como não entendem esse medo involuntário completamente irracional das suas células, evitam toda a vida aproximar-se dessas "coisas perigosas" ou enchem-se de comprimidos para prevenir ou atenuar os efeitos. Mas a causa continua lá.
Ora porque raio é que um coentro, uma noz, um copo de leite, um duche de água quente ou um grão de pólen é uma coisa perigosa? Não faz sentido pois não?
Como é que se pacifica essa relação de guerra entre as nossas células e essas ditas coisas perigosas que tantas pessoas incomodam por esse mundo fora?
Conheço varias experiências efectuadas tanto por médicos, como psicólogos e terapeutas que, em muitos casos, demonstraram que a cura das alergias e fobias é possível. Basta fazer as pazes através de uma reprogramação da memória existente, fazendo acreditar ao corpo e às células implicadas no processo que a "coisa perigosa" afinal é uma coisa amiga. Por exemplo, no caso dos coentros, tenta-se relacionar esse alimento com outro que a pessoa goste muito, estimulando os sentimentos de prazer de um alimento, ao comer o outro. Lentamente a pessoa vai sendo conduzida a perder o medo ridículo dos coentros e, uma vez ganha a confiança das células, a alergia desaparece ou fica sem grande importância na vida dessa pessoa.

Cuidado! Além das mais conhecidas, como a rinite ou a asma, podem talvez ser também alergias (reacção inconsciente do corpo a "coisas perigosas"):

Diabetes: alergia à glicose
Infecção urinária: alergia ao parceiro sexual
Homossexualidade: alergia a parceiro do sexo oposto
Depressão: alergia ao passado
Ansiedade: alergia ao futuro
Azia: alergia ao patrão, ao trabalho ou a um familiar dominador
Enxaqueca: alergia a problemas (criados na mente)
Sonolência: alergia ao trabalho
Insónia: alergia ao sono ou ao descanso
Otites: alergia a sons ou vozes de pessoas
Cataratas: alergias a imagens ou cenas da vida
Gaguez: alergia a falar
Vertigens: alergia a alturas
Dores nas articulações: alergia a mudanças
Febre: alergia a infecções
Herpes: alergia a estados febris
Calores na menopausa: alergia à falta de hormonas (estrogénios e progesterona)
Alcoolismo ou toxicodependência: alergia à vida
Cancro: alergia à morte celular natural

O sistema imunitário que nos protege dos verdadeiros ataques de vírus e bactérias, por vezes tem as suas contradições e, em vez de nos defender, usa todo o seu poder e força para nos fazer sofrer. Nós também somos um pouco assim, com medo de alguma coisa, acabamos por fazer mal a nós próprios.

Acho que Deus fez-nos assim de propósito para se divertir da sua criação. Deve pode ser um poeta... um pouquinho... assim... provocador!

Mas ele também nos deu o amor que, na realidade, tudo cura. Até as alergias mais complicadas, creio eu...

sábado, 29 de setembro de 2012

Amados Tugas

Há cerca de 100 anos vivia-se muito mal em Portugal. A água potável corria só em algumas fontes, as casas eram maioritariamente pouco confortáveis e higiénicas, quase não havia saneamento básico, nem electricidade nem gás, a comida era pouca e muitas pessoas, incluindo crianças, morriam precocemente de várias doenças básicas como a pneumonia ou a tuberculose. As estradas eram precárias e as ferrovias ligavam apenas algumas cidades.
Enviei-vos então Maria até Fátima, em 1917, para ouvir os vossos desejos e para vos pedir que rezásseis muito e se perdoassem uns aos outros. Como se portaram bem fui-vos dando ao longo dos anos inspiração para conseguirem tudo o que me foram pedindo. Água potável em algumas casas e mais tarde em todas as casas. Electricidade primeiro em algumas habitações e depois em todas. Saneamento básico com sanita, duche e lavatório, gás, fogão, lava louça e mais tarde máquina de lavar louça, tanque e depois máquina de roupa. O frigorífico veio também por essa altura e permitia guardar alimentos frescos durante vários dias e congelados durante vários meses além de vos dar o prazer de um bom refrescante nos dias quentes de verão. A electricidade abriu as portas não só à iluminação como à música e notícias do rádio e a imensas novas máquinas desde ferros de engomar, torradeiras, ventoinhas, aspiradores ou batedeiras. A televisão também chegou a todas as vossas casas, primeiro a preto e branco e mais tarde a cores, primeiro em caixas de grande profundidade e mais recentemente de ecrã plano. Ao conforto da vossa casa chega hoje em directo o jogo de futebol do vosso clube favorito ou a procissão das velas em Fátima. Dada a vossa grande falta de tempo, dei-vos também há alguns anos o microondas e os robots de cozinhar. A internet, o facebook e o iPad foram algumas das mais recentes ofertas que vos fiz para vos aproximar ainda mais uns dos outros, saciar a vossa sede de conhecimento e comunicação e preencher ainda mais a vossa satisfação e alegria de viver.
Antes destes 100 anos a vida decorreu quase sempre calma e rotineira. Os filhos copiavam a vida dos pais e com evoluções muito lentas entre gerações.
Mas, neste último século, eu decidi dar-vos resposta para quase todos os vossos sonhos. Desde a liberdade de opinião, passando pela igualdade de direitos entre homem e mulher até à possibilidade de voar ou navegar em segurança para outras paragens do planeta, desde o acesso a quase toda a informação rápida e gratuitamente até à comunicação sem fios entre quase todas as pessoas do mundo, desde a cura de muitas doenças até ao sexo sem gravidez, de tudo fiz para satisfazer todos os vossos mais profundos desejos. Por exemplo o sonho de ter um automóvel está concretizado para quase todos os que assim quiseram. Algumas famílias têm 2 e 3 viaturas à porta de casa. As estradas e auto-estradas que vos inspirei a construir nas últimas décadas, são de excelente qualidade e vocês conseguem ir e voltar, no mesmo dia, a qualquer ponto do país. Dei-vos também o GPS para vos guiar no caminho. Eu não quero mesmo que vocês se percam!
Muitas de vós possuem boas casas de betão, com muito conforto em qualquer época do ano, com ar condicionado ou aquecimento central, e não precisaram de as comprar a pronto antes de lá viverem nelas.
Muitos espectáculos de música e arte são gratuitos em várias localidades.
Muitos de vós podem ir ao café todos os dias e outros podem ter empregada doméstica, comer fora de casa ou viajar para longas paragens com tudo incluído.
Hoje dou-vos alimentos frescos variados e deliciosos, em grande quantidade, com prazos de validade afixados, a preços muito baixos. Com 1 Euro que peçais a alguém na rua podeis comprar um saboroso cheeseburguer ou um suculento melão. Um pacote de leite dura mais de 3 meses à temperatura ambiente. A água potável encontra-se disponível, há muitos anos, gratuitamente em muitos lugares públicos. As doenças mais básicas foram erradicadas ou têm uma cura fácil e gratuita. Claro que apareceram outras terríveis mas, a esperança média de vida quase duplicou. Há 100 anos uma pessoa de 50 anos era considerada velha, já quase no fim da vida. Hoje é quase sempre considerada uma pessoa de meia idade, ainda cheia de vida e de sonhos por realizar. Há 100 anos era proibido o divórcio, hoje é proibida a violência doméstica. 
Há 100 anos eram poucos os que sabiam ler e escrever, hoje quase não há analfabetos além de que há milhares de doutores e engenheiros, de todas as classes sociais, a formar-se, todos os anos, nas nossas universidades. Há 100 anos cada um de vós nascia, vivia e morria quase sempre na mesma localidade ou região, hoje é raro aquele que não tenha já ido à praia no verão bronzear-se ao sol,  refrescar-se no mar, ou esquiar na Serra da Estrela no inverno.
Acabei com as guerras coloniais onde muitos dos vossos filhos perderam a vida e com quase todas as guerras no mundo mais civilizado. Criei para vós um sistema de apoio ao desemprego, à doença crónica, à reforma e à velhice como nunca existiu em toda a vossa história. O Dom Afonso Henriques de certeza que se orgulharia de toda esta evolução se viesse cá visitar-vos nos dias de hoje. Muitos dos seus descendentes, tal como os vossos avós, tiveram que trabalhar toda a vida até morrer.
Ainda tenho algumas coisas que vos quero satisfazer tais como o equilíbrio financeiro, social e ambiental ou a cura de certas doenças mas, de um modo geral, acho que fiz muito por vós neste último século. 
Se me permitem um conselho, acho que deviam emagrecer um pouco, fumarem menos, abraçarem-se, rirem mais e não terem medo da Troika nem da austeridade, para serem mais saudáveis e felizes, mas o livre arbítrio é todo vosso.
Alguns pensam que tudo o que têm foram conquistas pelas quais tiveram que lutar mas a verdade é que antes dos últimos 100 anos as suas presumíveis lutas não deram estes resultados tão fabulosos. Porquê?
Espero que estejais gratos e que continueis a portar-vos bem.
Obrigado também pela vossa colaboração.
Amo-vos.muito e quero de todo o coração que sejais todos felizes e que viveis em paz e amor.
Bem hajam amados Tugas!

domingo, 23 de setembro de 2012

Abundância

As máquinas e as novas tecnologias permitem ao homem do século XXI, produzir alimentos, vestuário, utensílios e maquinaria diversa com grande abundância, e sem necessidade de grande número de trabalhadores. Há máquinas para tudo. Na agricultura um simples trabalhador especializado consegue produzir a mesma quantidade de alimentos que produziam centenas de agricultores há 50 anos atrás. Uma fábrica de mosaicos cerâmicos funciona com meia dúzia de operários. De um lado entra a argila e os outros componentes químicos e do outro saem milhares de mosaicos já embalados. As autoestradas tem máquinas que falam para nós pagarmos as portagens. 
Ora isto significa que numa sociedade equilibrada, a maioria das pessoas estaria confortavelmente no desemprego ou reformados, a desenvolver actividades criativas, artísticas e de lazer (sem culpa), enquanto as máquinas trabalhavam para o bem de todos.
Porque é que não é assim? Para onde vai a riqueza produzida pela produtiva tecnologia dos nossos dias? Porquê?


Desempregados, reformados e incapacitados
Claro que uma parte do Produto Interno Bruto de um país é distribuído por quem não pode ou não quer trabalhar mas isso é apenas uma fatia menor do bolo. Encontramos sim uma quantidade crescente de gente sentada nas esplanadas de cafés ou em bancos de jardim ao longo do dia, sem fazer nada e a tendência é aumentar.

Empresas
Muita da riqueza produzida pelas empresas vai para as próprias empresas que querem continuar a investir na inovação contínua dos seus produtos e serviços, ou vai para o patrão que se vai tornando milionário ou, nalguns casos vai para a grande massa de trabalhadores menos especializados que, por razões de princípio, a empresa não quer ou não pode despedir.

Governos
Ao longo do processo de crescimento, os países foram também crescendo o seu sistema administrativo de governo e criaram grandes e dispendiosas estruturas de gestão de que não conseguem desfazer-se. Os governos sucedem-se mas, dado que esta questão retira votos, quase nada conseguem fazer para reduzir substancialmente os custos da despesa pública.
Os impostos escandalosamente elevados são a forma dos governos retirarem a riqueza à nossa sociedade da abundância e assim alimentarem uma pesada máquina de gestão inventada pelos sucessivos governos do passado.
Num planeta em paz os governo futuros estarão concentrados essencialmente na gestão da distribuição da riqueza aos cidadãos e no controle ambiental.

Vaidade e imagem
Os grandes designers de moda, as cadeias de produções audiovisuais, o cinema, as empresas de produtos de beleza, publicidade e marketing, recolhem para si uma fatia importante da riqueza gerada pela nossa actual sociedade. O futebol, por exemplo, deixou de ser apenas desporto para ser, tal como o cinema ou a política um fenómeno de estrelato e fama e um negócio de vaidade e imagem.

Negócios do medo e da longevidade
Os seguros, os bancos, as forças armadas e as forças de segurança, as instituições de saúde e apoio social e mesmo as religiões, tudo o que tenha a ver com o mais profundo medo do ser humano - a morte - são as outras áreas que atraem grande parte da riqueza da nossa actual sociedade da abundância.
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O sofrimento é afrodisíaco. Quem sofre gosta muitas vezes de inventar formas de manter esse sofrimento das formas mais irracionais que se possam imaginar.
Mas ... numa sociedade de abundância, basta cultivarmos a felicidade e o bem estar, sem medo, e todos podemos ser, à semelhança de Deus, cada dia, todos os dias, talentosos poetas!


Gripe - pode ser sorte, pode ser azar

No último dia de férias o João engripou-se, mesmo com rinorreia, tosse e febre.
Depois de 2 semanas ausente do trabalho, não quis faltar e lá foi, mesmo doente, para uma reunião importante, que azar, logo às 9h da manhã com mais de 10 pessoas. 
Se tivesse faltado, diriam: - Pois, tantos dias fora e faltou logo no 1º dia! Que grande sorte!
Mas ele foi e então pensaram: - Vem para aqui infectar as pessoas, era melhor ter ficado em casa, que inconsciência, que azar!
E foi mesmo azar pois 5 das pessoas ficaram doentes logo na primeira semana de Setembro.
Mas afinal até foi bom assim, pois essas (e as outras pessoas) parecem ter ficado vacinadas e nesse inverno na empresa, quase ninguém ficou doente. Que sorte! - pensavam as pessoas - afinal pouparam-se muitas horas de ausências, graças às gripes prematuras do final do verão.
No entanto, passado um ano, como tinham passado bem o inverno passado, ninguém se vacinou e, azar! Nesse inverno metade da empresa esteve doente quase metade do tempo. A culpa é do João que, no ano passado, nos vacinou com o seu contágio, passámos um inverno óptimo e, este ano, nem nos lembrámos da vacina!

Colchão


Muitas pessoas passam uma vida muito sedentária, quase todo o dia sentadas ao computador, não fazem exercício, fumam, bebem, alimentam-se mal, têm excesso de peso, deitam-se tarde e acumulam stress, a toda a hora, tanto no trabalho como no lazer, desde que se levantam até que se deitam. Quando chegam à cama é que a coisa se complica. Desde a ansiedade até às dores no corpo tudo são problemas que ganham ali a sua máxima expressão. Parece mesmo terem tido a sua origem ali naquele espaço. E então tudo se concentra ali. Não sabem onde, pois não? Pois é, mesmo ali. No colchão!
O colchão reflecte a expressão do que sentimos, quando levamos a nossa vida à máxima confusão!
E ... eis então que surge a solução! 
A máxima tecnologia, o maior conforto a maior perfeição, tudo, tudo, num simples colchão!
Os construtores de colchões que há 100 anos apenas tinham os enchimentos de lã, linho ou camisas de milho, perceberam a evolução dos seus clientes e têm hoje uma oferta muito sofisticada que resolve quase todos os problemas de toda a gente! Espectacular negócio! Excelente marketing!
Desde 100 euros para um colchão de esponja básica, passando pelas molas clássicas, poliuretano, latex, molas ensacadas e viscoelástico, até aos 3.000 euros de um topo de gama com dureza diferenciada conforme a área e a posição de quem se deita, há de tudo! Revestimento de algodão mas, atenção ! É anti ácaros e resistente à água! Tem aloe vera ou cachemira.
E se for magnético? Ou de água? Não será melhor ainda? E aquecido?
...
Acha que vale a pena todo este investimento?
E que tal ter mais um pouco de atenção à sua vida ao longo do dia? Ao seu interior, às suas emoções, ao que inspira, come e bebe, ao que trabalha, ao que se movimenta ...
É só uma sugestão!
Senão... lá se vai um dinheirão ... pó colchão!